Perdas fortes na Europa provocam queda no Ibovespa

Estadão

26 de setembro de 2012 | 12h13

Fabrício de Castro e Álvaro Campos, da Agência Estado

As perdas consistentes da Europa nesta quarta-feira, em um ambiente de protestos populares e preocupações com Espanha e Grécia, trazem um viés negativo para os mercados de ações de todo o mundo, o que inclui a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Após recuar mais de 2% na sessão de terça-feira (25), o Ibovespa perdia 1,12% às 11h45 (horário de Brasília). Já o dólar comercial operava em alta de 0,25%, a R$ 2,034.

As bolsas de Nova York e da Europa acentuaram no fim da manhã as perdas registradas desde o começo da sessão, com os mercados pressionados pelos renovados temores com Grécia e Espanha, onde grandes manifestações contra as medidas de austeridade tomam as ruas hoje.

O humor piorou após o Departamento do Comércio dos EUA divulgar que as vendas de moradias novas recuaram 0,3% em agosto, contrariando a previsão dos analistas, de alta de 2,2%. Na sequência, o presidente do banco central da Alemanha (Bundesbank) e membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Jens Weidmann, afirmou que a autoridade monetária da zona do euro não pode cobrir os déficits de financiamento da Grécia.

Por volta das 11h45 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,27%, o Nasdaq recuava 1,11% e o S&P 500 perdia 0,65%. Na Europa, Madri despencava 3,86%, Milão tinha queda de 3,63% e Paris registrava retração de 2,63%.

As perdas na Europa são amplificadas pelo fato de que na terça-feira (25), quando comentários de uma autoridade do Federal Reserve (Fed) colocaram em dúvida a eficácia do QE3, as principais praças europeias já estavam fechadas. “A Europa cai forte e isso é um pouco da herança de ontem, quando ela fechou em alta mas os demais mercados pioraram depois”, comentou um operador ouvido pela Agência Estado.

Segundo ele, os investidores no Brasil estarão atentos também ao desempenho dos papéis do setor bancário, que desabaram na terça-feira (25) A pressão do governo sobre os juros, que mais recentemente se materializou na redução das taxas dos cartões de crédito, coloca em dúvida os resultados dos bancos. “Quem vendeu muito (ações de bancos) ontem foram os estrangeiros. Precisamos ver se ainda há espaço para mais vendas”, disse o profissional.

As informações são da Dow Jones.

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