Petrobrás sobe e limita baixa da Bovespa no dia; na semana, Bolsa acumula queda de 3%

Bianca Pinto Lima

18 de novembro de 2011 | 18h42

As ações da Petrobrás fecharam a sexta-feira com valorização e ajudaram a limitar a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O papel PN da estatal ganhou 1,07%, enquanto o ON teve alta de 0,85%. Já o Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,45%, aos 56.731 pontos. O índice da bolsa paulista acumula queda de 3,1% na semana, 2,75% em novembro e 18,14% em 2011.

Após o upgrade no rating soberano do Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou hoje a nota da Petrobrás de BBB- para BBB. A S&P justificou a melhora na avaliação com o argumento de que há uma alta probabilidade de a empresa receber suporte extraordinário do governo.

“O upgrade da Petrobrás deu sustentabilidade ao papel em um dia bastante nervoso e fez com que a Bolsa tivesse um nível de queda estável”, afirma Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora.

Na quinta-feira, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou que a empresa está definindo a estratégia para venda de US$ 13,6 bilhões em ativos, uma vez que há excesso de compradores interessados, de vários países. A venda total desses ativos, prevista no plano de desinvestimentos da estatal, deve ser finalizada em até dois anos e meio.

O noticiário na Europa não trouxe grandes novidades nesta sexta-feira. Na Itália, o novo governo do primeiro-ministro Mario Monti ganhou por ampla maioria um voto de confiança final no Parlamento. Isso abre caminho para seu governo aprovar medidas urgentes com o objetivo de evitar o colapso econômico do país e da zona do euro.

Mais cedo, fontes afirmaram à agência Dow Jones que a proposta do Banco Central Europeu (BCE) de emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este possa financiar pacotes de resgate a países, está ganhando força. Se todas as partes chegarem a um consenso, um acordo pode ser anunciado na reunião de cúpula da União Europeia em 9 de dezembro.

“O noticiário hoje foi fraco, mas continuam as preocupações com os títulos de Espanha e Itália e com a falta de consenso entre os líderes europeus. Agora os investidores aguardam o resultados das eleições na Espanha nesta final de semana”, diz Dokuzian.

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