PIB da China cresce 7,7%, resultado abaixo do esperado; Bolsas da região caem

Yolanda Fordelone

15 de abril de 2013 | 09h36

Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,7% no primeiro trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas do país (NBSC, na sigla em inglês).

“Havia expectativas gerais para um crescimento de, no mínimo, 8,0%”, disse um diretor de operações de uma corretora estrangeira. “Mas as consequências podem não ser profundas ou de longa duração, uma vez que o Japão está sendo visto como um mercado de capitais em crescimento novamente, e na verdade o país pode se beneficiar dos fluxos de saída de investidores da China”.

O resultado se reflete negativamente nas bolsas asiáticas. Durante a sessão, o anúncio dos indicadores chineses desencadeou um enfraquecimento ainda maior do Nikkei. As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda acentuada. O índice Nikkei recuou 1,6%, para 13.275,66 pontos.

Os níveis de participação mantiveram-se robustos. O volume total negociado atingiu 4,23 bilhões de ações com o valor equivalente superior a 3,0 trilhões de ienes.

Demais bolsas

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,4%, para 21.772,67 pontos. Na China continental, o índice Xangai Composto perdeu 1,1%, terminando o pregão com 2.181,94 pontos, e o índice Shenzhen Composto cedeu 1,3%, aos 900,46.

Além dos dados sobre o PIB, outros números chineses decepcionaram. A produção industrial avançou de 8,9% em março ante o mesmo mês do ano anterior, aquém do previsto de 10%. Já os investimentos em ativos fixos não rurais avançaram 20,9% nos três primeiros meses do ano, a previsão era uma alta de 21,3%.

Os dados da China também levaram o mercado de ações de Sydney, na Austrália, e de Taipé, em Taiwan, ao terreno negativo. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,9%, para 4.967,90 pontos, e o índice Taiwan Weighted perdeu 0,7%, terminando o pregão com 7.763,53 pontos.

Em Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi recuperou parte das perdas do início da sessão, mas terminou em queda de 0,2%, aos 1.920,45 pontos. Segundo analistas, os investidores já podem estar pensando nos resultados corporativos do primeiro trimestre, que devem ser divulgados ainda neste mês. No entanto, há especulação sobre fracos números das empresas. Na sessão desta segunda-feira, montadoras, construtoras, companhias aéreas e empresas do setor financeiro apresentaram os piores desempenhos.

As informações são da Dow Jones. 

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