Suíça avalia taxa de juro negativa para conter valorização do franco

Bianca Pinto Lima

27 de setembro de 2011 | 12h14

A possibilidade de taxas de juro negativas para conter a valorização do franco suíço está em discussão, porém é improvável que ela seja eficaz para conter a demanda do investidor estrangeiro pela moeda, disse uma funcionária do governo da Suíça nesta terça-feira.

A questão ainda é examinada por uma força-tarefa dos ministérios das Finanças e da Economia, bem como pelo Banco Central da Suíça, que seria responsável por implementar essas medidas. Há, porém, ceticismo sobre se elas ajudariam a desvalorizar o franco, disse a secretária de Estado para Comércio Exterior, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleisch, em conferência hoje.

As taxas negativas, além de atrelar o franco ao euro, são algumas das medidas sendo examinadas para ajudar a aliviar as pressões sobre os exportadores e a economia por causa do franco valorizado.

O Banco Nacional da Suíça já cortou as taxas de juro para zero, inundou o mercado com liquidez e mais cedo neste mês estabeleceu um limite de 1,20 franco por euro, comprometendo-se a evitar a apreciação do franco para além desse patamar.

Ineichen-Fleisch elogiou as medidas tomadas pelo BC e disse esperar que o limite para a relação entre o euro e o franco leve à “estabilização, se não à normalização do franco”. O governo continuará a apoiar os esforços do BC para manter o franco em uma cotação adequada, porém a funcionária admitiu que a influência do governo sobre a cotação da moeda é limitada.

“Porém estamos fazendo nosso melhor para melhorar a estrutura econômica suíça, como evidenciado pela medida para fortalecer o turismo e as exportações, e pelo pacote de ajuda de 870 milhões de francos suíços concluído pelo Parlamento este mês”, disse ela. As informações são da Dow Jones.

(Gabriel Bueno, da Agência Estado)

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