Carro, táxi ou Uber? O que os economistas não te contam

Carro, táxi ou Uber? O que os economistas não te contam

Canal Econoweek

12 de abril de 2019 | 20h17

Você já deve ter se perguntado o que seria mais econômico: Uber, táxi ou ter o próprio carro? Hoje, nós do Econoweek vamos te mostrar como fazer a conta de maneira automática e, além disso, te contar que isso não se resume apenas à matemática!

Primeiro, de maneira objetiva, vamos levar vocês onde muitos vídeos e aplicativos já levaram. Para saber o que é mais vantajoso, carro, táxi ou aplicativo, é só clicar nesse link e preencher o seu modo de transporte habitual. Em termos financeiros, esse cálculo vai te dizer o que seria mais barato para você.

Para saber o que é mais barato precisamos levar em conta vários fatores, como, por exemplo, a distância que você percorre, além de, no caso de quem possui um veículo, qual é o consumo, o valor do carro, os custos de seguro, IPVA etc. Somado a isso, devemos levar em conta também a frequência com que você é multado, além do preço do combustível na sua cidade. É muita coisa!

O táxi é um pouco mais preciso, mas, mais uma vez, depende onde você reside. Além do preço cobrado pelo serviço (bandeirada e quilometragem percorrida), a hora do dia que você utiliza o serviço também influencia no preço da corrida, uma vez que muitas cidades têm um preço mais alto para o período da noite. Em algumas outras cidades, em dezembro se cobra a “Bandeira 2” durante todo o dia, o chamado décimo terceiro do taxista.

Por fim, temos que saber qual é o tipo de carro que você prefere nesses aplicativos. Desde o mais espaçoso, até o mais econômico. Do compartilhado, até o chique. Tudo isso serve de informação pra chegarmos a sua resposta. Que é individual e intransferível.

Agora, você quer a nossa pitada de economista não tradicional? Então se prepara para uma pequena aula de Microeconomia! Isso envolve o conceito de bens homogêneos e heterogêneos.

Diz-se que uma concorrência é perfeita quando existe um número grande de ofertantes e demandantes de um produto; quando não existem barreiras à entrada; quando há transparência no mercado, ou seja, quando as informações são conhecidas por todos e; quando os produtos são homogêneos, ou seja, quando não existe diferenciação entre os produtos oferecidos. Sendo que os produtos são chamados de heterogêneo quando há tal diferenciação.

O mais importante é que a definição da homogeneidade é feita pelo demandante e pronto. Ou seja, por você, o consumidor final!

Alguém pode dizer pra mim que Coca-Cola e Pepsi são a mesma coisa. Mas para mim isso pode não ser verdade. Simples assim. Para algumas pessoas, esses produtos são totalmente diferentes, apesar de ambos serem refrigerantes de cola.

Logo, a depender da preferência por Coca ou Pepsi, o consumidor estará propenso a pagar um valor maior por seu item de preferência. Em casos extremos, a comparação dos preços entre produtos pode não ser válida, já que ela não considera esses bens sequer similares. Essa é a parte intangível da precificação de qualquer coisa.

Voltando ao dilema “carro, táxi ou Uber”, apesar de ter calculadoras automáticas para você ver qual opção é financeiramente mais vantajosa para você, no fundo normalmente não é isso que vai determinar a sua escolha.

Tem gente que acha inadmissível esperar para chegar o seu transporte, independente de quão pequena seja essa espera. Tem quem ache insuportável ter que dirigir em cidades caóticas, como por exemplo, São Paulo ou Florianópolis.

Enfim, a conclusão é que, apesar de financeiramente, por vezes fazer sentido a escolha do seu modal de transporte, a parte intangível do cálculo é fundamental na sua decisão.

É você, e só você, que pode concluir, depois de ver os números (mesmo que diferentes), se vai optar por continuar com o seu carro, se vai tomar táxi ou chamar o seu motorista particular por algum aplicativo.

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