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A poeira mais cara do universo

Quase tudo deu errado nessa missão em que uma nave espacial japonesa (Hayabusa) gastou tempo e dinheiro em busca de amostras do asteroide Itokawa. No final, apenas um punhado de areia com 1.500 grãos.

Ethevaldo Siqueira

30 de dezembro de 2010 | 12h59

Quem acompanhou a missão espacial japonesa em busca de amostras do asteroide Itokawa não poderia esperar tantas falhas e trapalhadas – mas com final feliz. Entre os problemas enfrentados estavam os ventos devastadores, o vazamento de combustível, a interrupção das comunicações e as panes nos motores de íon da nave Hayabusa (que quer dizer falcão peregrino, em japonês). A sonda de descida (minilander) Minerva falhou em sua missão de pousar sobre o asteroide. O final feliz foi trazer à Terra, pela primeira vez na história, amostras da superfície de um asteroide.

Para chegar às proximidades do asteroide Itokawa, a nave Hayabusa fez uma viagem de 2 bilhões de quilômetros, que durou mais de 7 anos. Todas as tentativas automáticas feitas pela nave para pousar sobre o asteroide falharam. Ao final, o Hayabusa foi forçado a pousar duas vezes sobre o asteroide, para recolher amostras e trazê-las de volta em sua cápsula de retorno.

Assim é a Hayabusa 

 

Nave japonesa viveu exatamente uma odisseia no espaço (foto JAXA)

A volta ocorreu no dia 13 de junho de 2010, com a maior parte da própria sonda queimada pelo atrito com a atmosfera durante a reentrada. Para a alegria dos japoneses, ao recolher a cápsula no interior da Austrália, os pesquisadores confirmaram que a Hayabusa havia trazido de volta 1.500 grãos de poeira do asteroide.

Segundo a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), os resultados das análises e do exame feito em microscópio eletrônico de varredura (SEM) desses grãos de amostra do asteroide foram identificados como partículas de rochas, a maioria delas consideradas de origem extraterrestre e, comprovadamente, do asteroide Itokawa.

Estimativas de alguns especialistas sugerem que cada minúsculo grão de poeira do asteroide de apenas 10 micrômetros deve ter custado cerca de US$ 500.

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