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Duzentos milhões de celulares

O Brasil já tem mais celulares do que gente. Em 12 anos, o País saltou de 5,5 milhões para 200 milhões de celulares em serviço.

Ethevaldo Siqueira

24 de dezembro de 2010 | 11h28

O Brasil está quebrando a barreira dos 200 milhões de celulares em serviço neste final de 2010, segundo projeção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Dessa forma, o País terá uma média superior a 105 celulares por 100 habitantes.

Em novembro, foram registradas 3.094.736 habilitações no Serviço Móvel Pessoal (SMP), o que corresponde a um aumento de 4,28% sobre outubro, quando foram habilitados 2.967.108 acessos. Com isso, o total de celulares em serviço no País chega a 197.533.986, ou seja, 16,36% mais do que em novembro do ano passado. As informações foram divulgadas dia 20 de dezembro pela Anatel.

A teledensidade nacional chegou a 101,96%, contra 100,4% registrada no fim de outubro. Esse indicador já passa de 100% em três regiões: Centro-Oeste (121,83%), Sudeste (111,82%) e Sul (105,28). Os acessos 3G (WCDMA + modems) chegam a 19,45 milhões.

Do total de acessos existentes no Brasil no fim de novembro, 162.402.406 (82,21%) eram pré-pagos e 35.131.580 (17,79%), pós-pagos. No fim de outubro, essas proporções eram de 82,19% e 17,81%, respectivamente. A Vivo permanece na liderança das operadoras, com 29,80% do mercado (30,03% em outubro), seguida por Claro, com 25,55% (25,58%); TIM, com 24,91% (24,67%); e Oi, com 19,38% (19,35%).

O ranking é bem diferente quanto se observa a participação de cada operadora no total de acessos em banda larga: a Claro tem 39,83%, contra 32,10% da Vivo, 22,26% da TIM e 5,47% da Oi.

O Estado de São Paulo continuava concentrando a maior quantidade de acessos celulares no fim de novembro: 49,39 milhões, o que representa 25% dos 197,53 milhões de todo o País (em outubro essa proporção era de 25,08%). São Paulo concentra 54,41% dos celulares da Região Sudeste, na qual se encontram também os outros dois Estados com mais celulares: Minas Gerais (19,84 milhões) e Rio de Janeiro (17,85 milhões). Completam a lista dos cinco Estados com mais celulares: Bahia (12,14 milhões) e Rio Grande do Sul (11,97 milhões). Em novembro a Bahia superou o Rio Grande do Sul.

No fim de novembro, subiram para 31 as áreas de código de DDD com um celular por habitante ou mais, contra 29 em outubro. Foram incluídas a 14 (Bauru), com 100,37 acessos por 100 habitantes, e 15 (Sorocaba), com 100,03. Estão no Estado de São Paulo oito das 31 cidades com mais de um celular por habitante. A área de DDD 71, que tem Salvador como cidade principal, mantém a liderança, com 150,57 acessos por 100 habitantes, seguida pelos códigos 61 (Brasília), com 144,31 acessos por 100 habitantes; 11 (São Paulo), com 129,18; 12 (São José dos Campos, SP), com 126,25; 62 (Goiânia), com 124,08; 31 (Belo Horizonte), com 121,33 e 48 (Florianópolis), com 120,22, que passou à frente da 51 (Porto Alegre), com 120,14.

As área de DDD com menor teledensidade celular continuam as mesmas, e são as que têm por cidades principais Coari (AM), com 22,31 acessos por 100 habitantes; Imperatriz (MA), com 46,61; Juazeiro (BA), com 47,99; Santarém (PA), com 48,38; e Picos (PI), com 52,51. Em todas elas, porém, o índice de celular por habitante vem crescendo. No fim de julho, Coari (AM) tinha 17,8 acessos por 100 habitantes; Imperatriz (MA), 40,99; Picos (PI), 42,71; Santarém (PA), 44,25; e Juazeiro (BA), 44,6.

Apenas para recordar: quando o celular foi lançado há exatos 20 anos, pela Telerj, subsidiária da Telebrás, no Rio de Janeiro, a linha era comercializada por meio de uma caução equivalente a US$ 22 mil da época. O aparelho era vendido até a R$ 3.500.

No dia da privatização da Telebrás (29-07-1998), o Brasil tinha 5,5 milhões celulares em serviço (contra os 200 milhões atuais).

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