Aposto no sucesso dos tablets e e-readers

Não tenho a menor dúvida no sucesso dos livros eletrônicos (e-books), ou e-readers, acoplados ou não a computadores do tipo tablet. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos confirma minhas previsões. Como novo usuário desse produto, eu bastante feliz.

Ethevaldo Siqueira

24 de maio de 2010 | 19h05

Minha previsão já manifestada aqui em artigo há quase dois meses é a de que os tablet-leitores eletrônicos, como o iPad da Apple, deverão ser grande sucesso não apenas nos próximos meses mas em muitos anos.

E o mais curioso é que existe uma pesquisa que reforça essa previsão. O Boston Consulting Group fez exatamente essa tipo de levantamento em março passado, nos Estados Unidos, ouvindo 12.717 pessoas e perguntando-lhes se elas planejavam comprar um tablet, quando e por que razões.

E o resultado mostrou que quase um terço das pessoas ouvidas, ou exatamente 29%, disseram que estão dispostas a comprar um tablet/e-reader nos próximos 12 meses. Uma parcela majoritária, de 57%, prevê que irá adquirir esse produto nos próximos 3 anos.

Outra conclusão interessante é que as pessoas já manifestam sua preferência por aparelhos multifuncionais que lhes garantam serviços bem específicos, de informação e de entretenimento.

Que serviços são esses? Segundo a pesquisa, as pessoas querem um aparelho desses para ter acesso aos seguintes serviços:

  • 90% para usar o aparelho como browser e acessar internet;
  • 86% para checar seus e-mails;
  • 74% para assistir a vídeos;
  • 65% para ouvir música;
  • 58% para ver fotos
  • 45% para jogar videogos.

As coisas se complicam um pouco mais quando se pergunta a cada entrevistado quanto ele está disposto a pagar por um aparelho e-reader desses? A resposta da maioria quer pagar algo entre US$ 130 e 200 dólares. E não mais. Vale notar que esse preço está bem abaixo do preço de lançamento do iPad, que é de US$ 499. O maior concorrente do tablet da Apple é o Nook, que custa US$ 259.

Outra surpresa nos vem com a resposta da maioria no tocante ao preço que a maioria está disposta a pagar pelo conteúdo de um livro eletrônico para seus e-readers. A maioria diz que aceita pagar entre US$ 5 e 10, enquanto a livraria virtual Amazon.com está oferecendo esses livros virtuais a preços que variam de US$ 13 e 15.

Pelo que vemos, a maioria das pessoas espera uma boa queda de preços tanto dos tablet leitores eletrônicos quanto do conteúdo dos livros. No Brasil, a situação não me parece muito diferente.

Eu estou adorando meu tablet, que recebe o conteúdo de livros, jornais e revistas via internet e já me permite armazenar mais de uma centena dos melhores livros que espero ler (ou reler) nas próximas viagens e férias. Depois de alguns meses mais terei imenso prazer em compartilhar minhas impressões com todos vocês, amigos leitores e internautas.

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