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Dois exoplanetas habitáveis

Talvez não estejamos sós no universo. Os astrônomos já descobriram os dois primeiros planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) cujas condições podem abrigar seres vivos.

Ethevaldo Siqueira

29 de dezembro de 2010 | 09h55

Exoplaneta é o planeta descoberto em outro sistema solar (daí o nome exoplaneta). Já são dois exoplanetas que, em princípio, podem abrigar a vida. O primeiro deles é, aliás, um Super-Terra, o exoplaneta GJ 1214b, com um raio 2,6 vezes o da Terra e massa é 6,5 vezes superior à de nosso planeta, o que lhe dá a classificação de Super-Terra (Super-Earth).

O segundo é o exoplaneta Gliese 581g, descoberto em setembro de 2010, e situado numa faixa habitável de sua estrela. Tendo aproximadamente o tamanho da Terra, ele gira numa órbita que lhe permite, em princípio, conter água líquida e, provavelmente, alguma forma de vida. De forma bem humorada, alguns jornalistas já os apelidaram de Terra 2.0 e Pandora B.

Eis o Super-Terra

 

Essa mancha escura circular é o GJ 1214b, ao passar em frente à sua estrela-mãe, em concepção artística (Ilustração Spacedaily)

O exoplaneta GJ 1214b, descoberto em 2009, graças aos recursos do telescópio ESO Very Large Telescope, situado no Chile, foi estudado quando passava diante de sua estrela-mãe.

Os resultados desse estudo foram publicados na edição de 2 de dezembro da Revista Nature. Os astrônomos analisaram sua atmosfera, com os recursos daquele extraordinário telescópio e o consideraram habitável. O planeta exibe espessas nuvens ou neblina. Sua estrela central está situada a 40 anos-luz da Terra na Constelação do Serpentário.

Para os astrônomos e pesquisadores essas eram as notícias que esperavam há anos ou décadas: para provar que não estamos sós no universo.

Um dos descobridores do exoplaneta Gliese 581g, Steven Vogt, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, acredita firmemente na possibilidade de existência da vida nesse planeta: “Minha impressão pessoal é de que as chances de que esse planeta tenha vida são de 100%”. Mas outros astrônomos duvidam, como é o caso de Francesco Pepe, do Observatório de Genebra, e sua equipe. O tempo dirá quem tem razão.

O que é mais interessante nesse campo de pesquisas é o número a cada ano maior de estrelas semelhantes ao nosso Sol, que contam com planetas que giram em torno delas. Já passam de 30 os “sistemas solares” desse tipo.

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