GVT já oferece música

Como resultado de uma parceria entre a GVT e a Universal Music, os assinantes da operadora de telefonia passarão a ter acesso gratuito para ouvir música ou assistir a videoclips em streaming (apenas audição, sem download). A GVT oferece acesso de alta velocidade à internet a mais de 20 Megabits por segundo a todas as cidades servidas por banda larga no País.

Ethevaldo Siqueira

20 de outubro de 2010 | 23h26

A GVT e a Universal Music – ambas controladas pelo grupo francês Vivendi – anunciaram nesta terça-feira, 19, a oferta gratuita de música e vídeo em streaming aos seus assinantes (pelo endereço www.powermusicclub.com.br).  É a primeira grande oferta de conteúdo diferenciado por uma operadora de telecomunicações.

O novo serviço, que se chama Power Music Club, foi anunciado em entrevista coletiva do vice-presidente da GVT, Alcides Troller Pinto, e do presidente Universal Music (Brasil), José Éboli. Os assinantes terão acesso ilimitado a milhares de músicas e videoclipes do catálogo da gravadora, bem como aos playlists dos artistas.

O repertório inclui os maiores sucessos da atualidade, tanto de músicas e clipes de cantores como Lady Gaga, Justin Biber, Ivete Sangalo ou Caetano Veloso. Abrange música popular internacional, MPB, jazz, música clássica (com todo o catálogo da Deutsche Grammophone).

Os assinantes podem criar e compartilhar suas seleções pessoais de músicas, seguir o noticiário especializado e participar de promoções. O serviço não permite, contudo, o download das músicas ou do vídeo. A GVT dispõe hoje de 3,6 milhões de linhas em serviços, oferecendo acesso de banda larga a mais de 1 milhões de clientes. Desse total, 60% dispõem de acesso de alta velocidade a 10 Megabits por segundo (Mbps) ou mais.

A oferta de conteúdo e serviços diferenciados sobre banda larga faz parte da estratégia da operadora, cuja rede de telecomunicações, nas 93 cidades onde atua, foi construída para proporcionar altas velocidades. A GVT tem, com toda certeza, a melhor imagem entre as operadoras de telecomunicações do País. A oferta de conteúdos de qualidade é outra decisão estratégica da empresa visando a melhorar a qualidade da rede na casa do usuário.

Por isso, o atendimento ao cliente agora é 100% próprio, e a instalação na residência inclui a troca da rede interna e a instalação de modem compatível com altas velocidades e configurado pela própria GVT.

Alta velocidade

Com investimentos na GVT, previstos ainda para este ano e da ordem de R$ 1,5 bilhão, a Vivendi visa ocupar os enormes espaços potenciais do mercado brasileiro, a começar por São Paulo, Rio e Minas. A GVT já está no Nordeste e começa a atuar em duas primeiras cidades do Interior paulista: Sorocaba e Jundiaí.

A GVT não tem planos para investir em serviços celulares de terceira geração (3G). Sua prioridade é a quarta geração (4G), para oferecer serviços de acesso à internet a 20 Megabits por segundo (Mbps) ou mais. Estima-se que essa geração tecnológica estará amadurecendo por volta de 2013 a 2015. O que lhe interessa, acima de tudo, é ser “a maior e melhor alternativa para as telecomunicações no Brasil”.

Na França, metade dos clientes da Vivendi são usuários cada dia mais exigentes de celular 3G, que acessam intensamente a internet móvel, com seus smartphones que rodam Android, bem como os Blackberry, o iPhone e outros.

Além das soluções em fibra óptica, a GVT deverá oferecer tanto serviços de TV por assinatura via satélite, como de acesso à internet de alta velocidade. As soluções tecnológicas que serão oferecidas no Brasil pela empresa serão praticamente as mesmas oferecidas na França, baseadas em fibra óptica, com a última milha em fios de cobre, destinadas, em especial, a empresas e clientes profissionais mais exigentes.

Na França, a velocidade típica dos acessos oferecidos pela Vivendi é de 10 Mbps, mas existem muitos clientes que exigem velocidades superiores, de 20 a 40 Mbps. Na área de telecomunicações móveis, a empresa vê com muito otimismo a evolução dos serviços de celular 3G, que hoje asseguram velocidades de até 2 Mbps.

 Os diretores da GVT reiteram sua proposta de oferecer as soluções mais ambiciosas de banda larga do Brasil, bem como cobrir todo o Brasil, progressivamente, a começar do Estado de São Paulo. Partindo da situação atual, com velocidade típica de 20 Mbps, para 60% de nossos clientes de banda larga, a empresa pretende dobrar em todo o País essa velocidade típica.

Outro salto de qualidade e de inovação deverão ser os produtos derivados da IPTV (TV sobre protocolo IP), com base no potencial da banda larga de 30 a 40 Mbps, permitindo grande oferta de vídeo sob demanda (Video on Demand ou VoD), a recuperação ou reprise de shows e o mundo novo dos jogos de vídeo.

O casamento GVT-Vivendi

 Em entrevista exclusiva que concedeu a esta coluna em Paris, em setembro passado, o presidente do Grupo Vivendi, Jean-Bernard Levy, revelou que a decisão de comprar a brasileira GVT decorreu de duas razões: em primeiro lugar, da qualidade da operadora brasileira e de sua excelente imagem, e, em segundo, das características do próprio Brasil, um país com quase 200 milhões de habitantes, com grande parcela de população jovem e um grande potencial de crescimento.

Que significa essa fusão para o Brasil? Antes de tudo, significa maior competição em telefonia fixa, em geral, e em banda larga, em particular, além de trazer novas opções em TV por assinatura, música e entretenimento online.

Como investidor, o grupo Vivendi aporta também seu poder financeiro de maior aglomerado da área de entretenimento e telecomunicações da Europa, com vasta experiência em banda larga. Seu faturamento no primeiro semestre deste ano foi de 13,9 bilhões de euros.

Para Lévy, a maior prioridade da Vivendi no Brasil é acelerar a oferta de banda larga de alta velocidade, confiável e a preços justos, “como fazemos no mercado francês”.

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