Hubble descobre 4º satélite de Plutão

Designado provisoriamente pelo nome de P4, o quarto satélite de Pllutão tem cerca de 30 quilômetros de diâmetro.

Ethevaldo Siqueira

21 de julho de 2011 | 10h53

Para os cínicos, a descoberta do quarto satélite de Plutão equivaleria a descobrir mais um “sub do sub” – pois Plutão foi rebaixado à condição de planeta-anão em 2006. A notícia foi divulgada pela NASA nesta quarta-feira, 20 de julho, exatamente 42 anos após chegada do homem à Lua – ocorrida em 20 de julho de 1969. A descoberta foi feita pelo telescópio espacial Hubble quando os astrônomos procuravam anéis em torno de Plutão. O quarto satélite de Plutão será provisoriamente conhecido como S/2011 (134340) 1, ou, simplesmente, P4.

O satélite tem um diâmetro estimado entre 13 e 34 quilômetros (km). Para que se tenha uma ideia comparativa com os outros três satélites de Plutão, é bom lembrar que Charon, sua maior lua, tem 1.043 km de diâmetro. Nix e Hydra têm diâmetros na faixa de 32 a 113 km.

“É incrível que as câmeras do Hubble nos tenham permitido ver objetos tão pequenos de forma tão clara a uma distância de mais de 5 bilhões de quilômetros” – disse Mark Showalter, do SETI Institute, em Mountain View, na Califórnia, instituição de colabora com o programa de observação do Hubble. A sigla SETI, significa “Busca por Inteligência Extraterrestre”, em inglês: Search for Extra-Terrestrial Intelligence.  

O P4 foi visto pela primeira vez pela câmera de campo amplo número 3 do Hubble (Wide Field Camera 3), no dia 28 de junho. E foi confirmado em fotos subsequentes nos dias 3 e 18 de julho, segundo informa a NASA.

Os cientistas acreditam que o sistema de luas em torno de Plutão foi formado quando esse planeta-anão colidiu com outro planeta. Os fragmentos formadores estão praticamente livres das colisões e tormentas características do sistema solar interior (que inclui os planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e os asteroides), segundo o Dr. Mike Brown, do California Institute of Technology (Caltech), autor do livro que resultou no rebaixamento de Plutão à condição de planeta-anão (“How I Killed Pluto and Why It Had It Coming”).

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