Programa anti-satélite chinês assusta a Índia

Um sistema chinês de destruição de satélites em órbita preocupa a Índia e, provavelmente, todos os países que têm satélites em operação no espaço. O maior risco está na produção de mais lixo espacial, sob a forma de milhares de partículas ou detritos espaciais (space debris).

Ethevaldo Siqueira

23 de abril de 2010 | 11h28

Segundo o jornal Press Trust of Índia, o Programa Anti-Satélite da China (ASAT, na sigla em inglês) é uma ameaça aos ativos espaciais de todo o mundo. Em 2007, Pequim anunciou os resultados de testes bem sucedidos com esse sistema, destruindo um velho satélite meteorológico inativo ainda em órbita.

O programa foi qualificado na época de ameaça global pelos indianos, porque o satélite destruído se transformou em cerca de 3 mil partículas ou detritos espaciais (space debris), conforme denunciou a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla inglesa). Para os dirigentes dessa entidade, “devemos ter cuidado com esses detritos espaciais porque eles podem colidir com nossos satélites operacionais (de comunicações e de meteorologia)”.

Ainda segundo a ISRO, pesquisadores indianos estão em contato com um grupo de cientistas internacionais ligados às Nações Unidas que estudam o problemas dos detritos espaciais, e poderão observar permanentemente o que pode acontecer com os satélites indianos – no tocante a manobras e navegação – para evitar possíveis colisões.

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