TV digital brasileira já é interativa

Estão sendo lançados os primeiros televisores dotados do software Ginga, que conferem interatividade à TV digital brasileira.

Ethevaldo Siqueira

24 de março de 2010 | 16h56

Quase 2 anos e 5 meses depois de ter sido lançada na Grande São Paulo, a TV digital brasileira começa a decolar, tanto do ponto de vista da expansão quantitativa das vendas quanto do ponto de vista tecnológico. O sistema de TV digital nipo-brasileiro ganha agora mais uma ferramenta avançada, o middleware Ginga, software especial que confere interatividade aos televisores digitais e aos dispostivos portáteis, como celulares. O Ginga, que passará a se chamar-se DTVi a partir de agora, já virá embutido nos novos televisores digitais que trouxerem o decodificar embutido.

Até dezembro de 2009, quando a TV digital brasileira completou 2 anos de seu lançamento no País, haviam sido vendidos 2 milhões de dispositivos de recepção — entre televisores com decodificadores embutidos e conversores digitais avulsos. Melhor do que isso é a previsão para 2010 de que sejam vendidos 5 milhões de dispositivos receptores, aí incluídos os conversores digitais avulsos, televisores com decodificadores digitais embutidos, aparelhos portáteis como celulares e pendrives receptores, de baixa definição (one-seg), segundo previsão de Frederico Nogueira, presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), com base em estimativas da indústria (Polo Industrial de Manaus, Eletros e outros fabricantes não ligados a essa entidade). O grande estímulo deste ano será, sem dúvida, a Copa do Mundo da África do Sul.

Outro fator positivo nessa área é a queda de preços de todos os equipamentos, aí incluídos televisores planos full HD de 1080p e outros televisores com menor definição.

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