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Encontro espacial romântico

Uma das missões mais fascinantes do programa espacial norte-americano é a Stardust ou Deep Impact, em que uma sonda visita cometas que passam próximo da Terra.

Ethevaldo Siqueira

31 de dezembro de 2010 | 11h16

Com o nome poético de Stardust ou “poeira de estrelas” a NASA iniciou há quase 10 anos o estudo dos cometas por um novo método, o do contato direto ou do grande impacto, que é o nome da nave utilizada, a Deep Impact. Depois do sucesso em suas missões anteriores, em 2005, 2007 e no começo de novembro de 2010, essa mesma nave reativou seus foguetes pouco mais de duas semanas depois, no dia 20 de novembro, iniciando outra viagem, com 86 dias de antecedência, para um encontro no dia da passagem do cometa Temple 1 nas proximidades da Terra, no dia 14 de fevereiro de 2011, que é o Valentine’s Day ou dia dos namorados nos Estados Unidos.

Deep Impact foi a primeira sonda espacial a tocar na superfície de um cometa e a revelar os segredos de seu interior. A partir da segunda missão, a espaçonave mudou o método de trabalho: deixou de colher amostras do cometa, mas passou a fotografá-lo com imagens de alta resolução.

A sonda Deep Impact lança um torpedo (impactor) sobre o cometa Tempel 1 (Ilustração NASA)

Na primeira missão, o ponto culminante ocorreu no dia 4 de julho de 2005, quando a nave Deep Impact chegou às proximidades do cometa Tempel 1 para nele lançar o impactor, ou módulo de impacto, um objeto de 370 quilos. O choque contra o cometa abriu uma cratera na qual poderia caber o Estádio Municipal do Pacaembu. Como resultado do impacto, a espaçonave pode recolher amostras do cometa, sob a forma de detritos e gases. 

Em 2007, essa missão foi repetida com o nome de Stardust-NExT (Next neste caso quer diz New Exploration of Tempel). Não satisfeitos com o encontro com apenas um cometa, a nave Deep Impact foi levada um passo adiante – 4,6 bilhões de quilômetros, para um encontro com o cometa Hartley 2. Com isso, a Deep Impact se tornou a primeira sonda a visitar dois cometas.

Em novembro de 2010, novo encontro com o Hartley 2. O mais incrível é que a NASA decidiu receber as amostras do cometa de paraquedas e manter a espaçonave Deep Impact em órbita terrestre para reaproveitá-la e repetir o envio da sonda a cada 4 anos e meio, porque esse é o período gasto pelo Tempel 1 para retornar às proximidades da Terra e do Sol. Quer dizer, vamos ter uma sexta missão Stardust perseguindo o cometa Tempel 1 com a mesma espaçonave.

Nos últimos meses, a NASA rebatizou a missão Stardust com o nome de Epoxi (que é a combinação de Extrasolar Planet Observations and Characterization, que daria Epoch, modificado para Epoxi). A nave manteve o nome de Deep Impact.

Os cientistas e os controladores da missão estão agora contemplando imagens nunca antes vistas do Hartley 2, que é o quinto núcleo de cometa visitado uma espaçonave.

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