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Brasil registrou 1,5 mil casos de trabalho escravo em 2014

Renato Jakitas

28 de janeiro de 2015 | 22h46

Em 2014, 1.590 trabalhadores foram encontrados no Brasil em situação análoga à escravidão. Segundo relatório do ministério do Trabalho (MTE) divulgado nesta quarta-feira, foram realizadas 248 ações de fiscalização no período.

O estado recordista em atuações foi Minas Gerais, com 46 atuações e 354 trabalhadores identificados, seguido por São Paulo, com 159 trabalhadores observados em 21 ações fiscalizadoras e, na terceira posição, Goiás, que registrou 141 casos em 11 autuações.

Dentre as atividades econômicas que mais corroboram para o crime, A construção civil segue na dianteira, com 437 resgates. Em seguida, surgem as atividades do campo, com a agricultura respondendo por 344 casos, a pecuária com 228 e a extração vegetal, com 201 trabalhadores em situação de escravidão.

No Brasil, a lei define como em situação análoga à escravidão trabalhadores que são mantidos em condições degradantes de trabalho, cumprindo jornadas exaustivas, mantidos em regime forçado ou de servidão por dívida.

Lista. Em dezembro do ano passado, o STF aprovou liminar proibindo o MTE de divulgar um índice com empresas autuadas por manterem trabalhadores em situação de escravidão.

A suspensão da publicação da chamada “Lista Suja do Trabalho Escravo” foi pedida pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

 

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