Dois funcionários causam rombo bilionário e embolsam R$ 8,4 milhões em rescisão de contrato

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Dois funcionários causam rombo bilionário e embolsam R$ 8,4 milhões em rescisão de contrato

Renato Jakitas

05 de fevereiro de 2015 | 20h52

Varejista britânica perdeu 1,5 bi em valor mercado

Varejista britânica perdeu 1,5 bi em valor mercado

Responsabilizados por um erro bilionário nas contabilidades da Tesco, dois alto executivos da maior rede de mercearias da Grã-Bretanha acabam de receber uma verdadeira bolada durante a rescisão contratual.

Philip Clarke e Laurie McIlwee, respectivamente ex-executivo-chefe e ex-diretor financeiro da varejista, embolsaram um total de 2 milhões de libras esterlinas, o equivalente a R$ 8,4 milhões (R$ 5.1 milhões para Clarke e R$ 3,3 milhões para MCIlwee).

A cifra foi desembolsada a contra gosto pela companhia de varejo, já que uma equipe de investigação não conseguiu provas de que a dupla tenha propositadamente exagerado em R$ 1,1 bilhão (263 milhões de libras) os lucros da Tesco para o primeiro trimestre de 2014.

O erro, admitido publicamente em setembro do ano passado, foi um duro golpe na reputação da companhia, que passou a sofrer com a fuga dos investidores no mercado de capitais. Com ações em queda livre, em pouco tempo o valor de mercado da Tesco ficou reduzido em 1,5 bilhão de libras esterlinas.

Em nota, a empresa informou após o pagamento que estava cumprindo “contratualmente com o compromisso de fazer o respectivo pagamento a cada ex-diretor, a menos que se pudesse estabelecer legalmente um caso de falta grave contra eles”.

Na tentativa de elucidar o caso, e não precisar arcar com a rescisão milionária, a Tesco chegou a contratar um equipe de contabilistas da consultoria Deloitte e assessores jurídicos do escritório Freshfields. Eles conduziram uma longa investigação nos balancetes da companhia, mas não foram capazes de enumerar provas contra a dupla.

Mas, embora com o bolso cheio, é de bom tom que os executivos não toquem no dinheiro. Isso porque uma investigação sobre as práticas contábeis que levaram ao enorme exagero de lucros ainda está em curso pelas mãos do Serious Fraud Office, uma departamento do governo que se dedica à investigar crimes financeiros.

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