Fundos imobiliários têm perda menor na Bolsa

Yolanda Fordelone

26 de agosto de 2013 | 08h50

O que está acontecendo com os fundos imobiliários? Existe algum risco a longo prazo?

Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) estão sentindo os efeitos gerais do mercado de capitais brasileiro, além da redução da velocidade de crescimento de preços dos imóveis. O índice Fipe Zap aponta que nos últimos 12 meses os preços cresceram 13,9% em São Paulo, sendo que o índice ampliado (16 cidades) cresceu 12%. O resultado está abaixo dos números dos últimos anos. Pelo lado do mercado, vejamos o desempenho do IFIX, índice que reúne os FII presentes na BM&FBovespa, com o Ibovespa, que mostra o desempenho médio da Bolsa. Nos últimos 12 meses o IFIX caiu 5,6% enquanto o Ibovespa recuou 14%. Isso mostra que, embora os fundos tenham perdido valor, esta perda foi menor do que o mercado de renda variável no geral. Apesar de terem apresentado perda do valor da cota, houve ganhos aos investidores com o pagamento de rendimentos. Em julho passado a média de rendimento em relação ao valor da cota foi de 0,72%. Segundo o boletim do Mercado Imobiliário, um dos fundos listados chegou a oferecer o rendimento de 1,39% e o menor rendimento foi de 0,42%. Esse mercado atualmente conta com 211 fundos registrados na CVM, sendo que 108 possuem cotas na Bolsa.

Pensando na educação financeira das crianças, elas podem desenvolver algum trabalho?

Sim. Obviamente não estamos falando de trabalho infantil em que se tira a criança da escola para poder ajudar no sustento da família, mas permitir que ela exerça algum tipo de trabalho, para entender que ganhar dinheiro exige esforço e isto deve ser feito de maneira ética. Algo importante é termos em mente que não devemos remunerar os filhos pelos trabalhos domésticos que todos temos em casa, como arrumar a própria cama. Estes devem ser feitos como contribuição à vida familiar e de maneira prazerosa. Dar prêmios às crianças pelo fato de terem bom desempenho na escola também é algo que não deve ser feito. Elas precisam entender que isto é uma obrigação e que, quando se destacam, estão se preparando para um futuro melhor. Os filhos devem ser estimulados a buscar algum tipo de fonte de renda própria, mas nada que interfira nos estudos. Uma opção é fazer pequenos trabalhos para a vizinhança, como ajudar a cuidar de crianças mais novas de vizinhos ou levar animais de estimação para passear.

Tenho 80 anos de idade e contribuí com o INSS por 33,8 anos pagando 5,83 salários mínimos. Após isto, trabalhei e contribuí por mais 10 anos ao INSS. Atualmente a minha aposentadoria está em R$ 1.704, ou seja, não chega a três salários mínimos. Tenho procurado especialistas em aposentadoria, mas ninguém me diz claramente se tenho ou não direito a uma revisão.

No Brasil, infelizmente, não é possível a “desaposentadoria”. Em outras palavras, a nossa legislação previdenciária não permite que nós possamos realizar a revisão do valor de benefício recebido. Já houve uma época em que a legislação permitia que a pessoa aposentada que continuasse a trabalhar e a contribuir com a previdência recebesse parte da aposentadoria e, quando parasse definitivamente, pudesse rever os valores inicialmente estabelecido. Isto não é mais possível. Uma vez que a pessoa se aposente, mesmo que continue a trabalhar, receberá o valor do benefício definido no momento da concessão da aposentadoria. Acredito que esta é uma situação injusta porque as pessoas que completam 35 anos de contribuição e ainda não têm a idade limite de 60 anos para as mulheres e 65 para os homens, ao terem a sua aposentadoria e continuarem trabalhando, não aumentarão o valor do benefício com os valores pagos ao INSS. Existe no Congresso o projeto de lei 91/2010 propondo que o aposentado pelo Regime Geral da Previdência Social, tanto por tempo de contribuição como por idade ou aposentadoria especial, possa renunciar ao benefício, a qualquer tempo, e pedir nova aposentadoria caso tenha continuado a trabalhar, algo que já existe para os servidores públicos pelo Regime Jurídico Único. Não há, no entanto, sinal algum de que essa lei seja aprovada no curto prazo. Algumas pessoas têm recorrido ao Judiciário, que tem concedido em alguns casos o direito ao cálculo de benefício mais vantajoso aos segurados, mas isto dependente das condições da concessão da aposentadoria.

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