Isenta de IR para pessoa física, LCI é alternativa à caderneta de poupança

fabiogallo

30 de setembro de 2013 | 08h04

Gostaria de investir em títulos, mas não sei bem como funcionam e o que devo fazer para não deixar meu pouco dinheiro se evaporar por um erro. Há essa possibilidade?

Investir de maneira errada pode fazer você perder dinheiro, mas não necessariamente todo o valor. Investir de maneira correta exige planejamento, dedicação e conhecimento. Comece estabelecendo os seus objetivos financeiros, como comprar a casa própria ou se preparar para a aposentadoria. Outro aspecto importante do planejamento é organizar o seu orçamento familiar. Dedicação, por sua vez, significa que, ao estabelecer o quanto deve ser poupado para atingir os objetivos, faça isso de maneira religiosa. Não menos importante é que você desenvolva conhecimento de finanças. Conhecer as diversas alternativas de investimentos que o mercado oferece, permite que o investidor faça sua opção de maneira consciente. Comece pelo básico que é juntar dinheiro na caderneta de poupança. Ao mesmo tempo, busque conhecer o Tesouro Direto e os outros títulos como CDB, Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. Descubra as regras dos fundos, os seus custos e não se esqueça de considerar a tributação. Dentro de pouco tempo você estará craque em finanças.

Tenho 63 anos e a maior parte da minha carteira de investimentos está em um fundo referenciado DI com taxa de administração de 0,5%  ao mês. Outra parte da reserva está alocada em fundos multimercados e de renda fixa. Tenho ainda R$ 300 mil na caderneta de poupança, da regra nova. A gerente do banco sugeriu que eu transfira R$ 200 mil para uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Estes títulos teriam rendimento de 85% da taxa Selic, porém é isento de Imposto de Renda, desde que não saque durante seis meses. O que devo fazer?

Acho uma boa opção aplicar em LCI, inclusive porque isto diversificaria um pouco mais a sua atual carteira de investimentos. A caderneta de poupança, pela nova regra de rentabilidade, deve fechar o ano com a retorno líquido próximo a 5,40%, um bom ganho tendo em vista a facilidade de aplicação, a flexibilidade de poder sacar o dinheiro a qualquer momento, a garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a isenção de custos e tributos, como Imposto de Renda. Por outro lado, você deverá obter um rendimento mais alto com a LCI de rendimento de 85% do CDI. Esta letra equivale a um Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade de 106,25% do CDI, devido ao fato de que sobre o último há incidência de IR. O CDI acumulado no ano atinge 4,89%, o que equivale a uma taxa anualizada de 7,42%. Assim, a rentabilidade líquida da LCI deve ser próxima a 6,30%. A sugestão é que você volte ao banco e negocie um pouco mais essa remuneração da LCI, para melhorar a taxa ofertada. Caso possível, veja qual a proposta no caso de você deixar o dinheiro aplicado no título por um ou dois anos. Lembre-se também que a garantia das LCIs, assim como na poupança, vai até R$ 250 mil pelo FGC.

Possuo aplicação em um plano de previdência privada Vida Gerador de Benefício Líquido (VGBL) de um banco, no valor de R$ 106 mil. Tal plano cobra 3,2% ao ano de taxa de administração e 0,75% de taxa de carregamento, o que eu acho muito alto. Com a situação atual de mercado, de baixas remunerações, a rentabilidade do plano está quase zerada. Seria interessante colocar este dinheiro na caderneta de poupança, pois teria a certeza de uma rentabilidade constante?

Os custos do seu plano de previdência atual realmente são muito altos. Antes de tomar decisão de retirar o dinheiro dessa aplicação em VGBL, no entanto, faça uma pesquisa na mesma instituição e em outras concorrentes para verificar se não pode ser obtido um plano similar, em termos de risco, com custos mais baixos e melhor rentabilidade. No caso de retirada do dinheiro, a tributação deve ser muito alta. No caso da opção pela tabela regressiva, o Imposto de Renda será de 10% sobre o ganho acumulado nesse fundo. Assim, antes de decidir a sacar os recursos, verifique se você não consegue uma alternativa, como outro plano VGBL com condições melhores. Use a portabilidade entre planos de mesma natureza para transferir os recursos entre eles sem ter que pagar o tributo de imediato. As taxas pagas por você no atual VGBL estão realmente muito altas e devem estar consumindo todo o ganho gerado pelo plano. Não vale a pena mantê-lo nas atuais condições. O mercado apresenta boas opções que podem atender melhor aos investidores. O problema é que muitas pessoas não conferem os seus extratos e sequer sabem qual é o custo do plano de previdência. O resultado da falta de informação é que muitos fundos cobram taxas exorbitantes e não dão o retorno mínimo para os seus participantes. Nós temos de ficar atentos e exigir condições adequadas de remuneração para nosso capital, principalmente em se tratando de produto dedicado ao longo prazo, como a aposentadoria.

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