Mesmo com preço baixo, investimento nas ações da OGX exige cautela

fabiogallo

11 de novembro de 2013 | 08h15

Será que agora é hora de investir nas ações da OGX?

Não faça isso. Muitas vezes nos enganamos acreditando que em momentos como esse pelo qual passa a OGX é a hora adequada para comprar ações porque o preço está baixo. Acreditamos que a fase negra será revertida e temos a impressão de que nessa hora é que os especuladores ganham dinheiro. Infelizmente, as coisas não funcionam bem assim. Quem compra uma ação compra expectativa de ganhos. A decisão de comprar, no entanto, passa por um processo que requer análise e interpretação das informações a respeito da empresa. Com base nessas informações, podemos construir um cenário sobre o futuro daquele negócio. Mesmo os especuladores – investidores com grande apetite a risco – somente compram ações se têm uma perspectiva de que aquela empresa apresentará bons resultados no futuro e que se refletirão no preço da ação. A OGX está em um ponto pré-falimentar e hoje ninguém no mercado vê perspectivas dessa empresa sair dessa situação. Em resumo, comprar ações não é um jogo, mas sim algo que exige técnica e frieza na análise para poder minimizar as chances de erro.

Possuo uma carta de crédito do consórcio e pago mensalmente R$ 1.313.94 (valor de julho de 2013), que aumenta anualmente. Faltam ainda 46 parcelas do total de 84 assumidas no contrato. Para quitar essa carta de crédito devo pagar aproximadamente R$ 61 mil. A carta já está contemplada e adquirimos um apartamento que está alugado por R$ 1.300, valor corrigido pelo IGP-M. No valor mensal do consórcio está incluso 0,041% de fundo de reserva, 3,1% de seguro e 14,80% de taxa de administração. Se eu quitar o valor da carta, devo parar de pagar essas taxas todas e obviamente o valor mensal. Pretendo depositar mensalmente o valor do aluguel recebido. O que é mais vantajoso? Compensa quitar essa carta de crédito, já que possuo esse dinheiro aplicado, ou continuar pagando mensalmente o valor do consórcio?

Quite o consórcio. Compare a rentabilidade obtida na aplicação com a correção das prestações do consórcio. Essa correção, provavelmente, é pelo INCC. Assim, é provável que seja mais caro manter as prestações do que a rentabilidade das suas aplicações. Como nas prestações mensais as taxas já estão inclusas, no valor de quitação esses valores estão embutidos. Refaça seu orçamento e verifique se você não ficará sem reserva alguma. Caso isso ocorra, espere um pouco mais e faça as aplicações mensais até ter uma reserva maior e assim poder fazer a quitação com tranquilidade. Para você tomar a decisão mais correta, peça para a administradora do consórcio o valor exato em caso de quitação. Atente para o fato de que em consórcio não há pagamento de juros. Assim, não há redução proporcional de juros devidos como em um financiamento comum. A quitação total antecipada do saldo devedor é possível apenas para consorciados que tenham utilizado o crédito e dentro das condições definidas em contrato. Dessa forma, o consorciado sai do grupo e com a liberação de garantias oferecidas. O contrato pode prever a antecipação de pagamentos por parte de consorciados não contemplados. Mas, nesse caso, o consorciado não encerra sua participação no grupo e pode inclusive ter de pagar diferenças nas prestações.

Quais os erros mais comuns cometidos pelos pequenos empresários em relação às finanças do negócio? Ainda se confundem muito as contas pessoais com as do negócio?

Há falta de controle do fluxo de caixa das empresas e do gerenciamento do negócio como um todo. Na verdade, os empresários costumam se dedicar à parte operacional do negócio e se esquecem da gestão, justamente de atuarem como gerentes. Pesquisas indicam que há alguns anos entre as principais causas de quebra das empresas estão a falta de conhecimento gerencial do negócio, o planejamento, as questões de marketing e aquelas relacionadas ao ponto comercial. A taxa de juros ou situação econômica pela qual passa o País foram causas que perderam força. Confundir as contas pessoais com as do negócio é ainda um dos maiores problemas. A consequência é que o empresário perde a perspectiva de seu negócio e das suas próprias finanças. Ou seja, ele não sabe se está perdendo dinheiro na atividade que exerce e qual o motivo disso. O motivo de falta de rentabilidade fica mascarado, pois não se sabe se o erro está na empresa ou nos gastos da família. Usualmente, quem leva a culpa é a empresa. Mesmo que isto seja certo, ficam mascaradas as causas dos problemas e como corrigi-los, já que o diagnóstico não é feito de maneira adequada. Manter controles efetivos sobre o negócio é essencial para seu sucesso.

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