Em viagens internacionais, cartão de crédito só deve ser usado em emergências

fabiogallo

10 de fevereiro de 2014 | 07h55

Tenho 25 anos e adquiri um apartamento na planta por R$ 357 mil. Estou pagando 20% do valor total até a entrega da chave. Recebi um aumento de salário, de forma que terei em média R$ 1 mil a mais por mês. O que devo fazer com essa renda extra: pagar os 80% restantes até a entrega da chave para assim financiar um valor menor ou poupar e pagar de uma só vez no ato da entrega das chaves? O que é maior: o aumento pelo INCC ou o rendimento da poupança?

É melhor você pagar o máximo da dívida e assim financiar o menor valor possível. O rendimento da caderneta de poupança tem sido menor do que a correção pelo INCC. Mesmo que você consiga investir em algo que ofereça maior retorno, não será tão fácil obter ganhos líquidos superiores ao crescimento do índice que corrige a sua dívida. Para dar uma ideia do que vem ocorrendo, mesmo com a regra antiga da caderneta, a rentabilidade foi de 6,58% em 2012 e de 6,32% em 2013, ao passo que o INCC acumulou alta de 7,26% e de 8,07%, respectivamente. Quitar o máximo possível da dívida na fase inicial permitirá que você assuma um compromisso menor. Diminuir o crédito imobiliário a ser tomado após a entrega de chaves é importante porque sobre o valor há incidência de juros e correção monetária. Mesmo se a linha de crédito for excelente, o custo da operação é sempre muito alto para o bolso.

Quais são as melhores formas de poupar e investir para uma viagem ao exterior? Vale a pena usar cartão de débito?

Em busca de tranquilidade, a primeira opção é comprar os dólares necessários para pagar todos os gastos da viagem, à vista ou aos poucos. Neste último caso, você deve acompanhar o câmbio e sempre que o preço cair comprar uma parte do valor total. O cartão de débito te dá segurança. Levar moeda pode sair um pouco mais barato, mas há o risco de ser roubado. Sobre a preocupação de o real se desvalorizar, ninguém pode dizer qual será a taxa cambial nos próximos meses. A indicação mais firme por enquanto é a do boletim Focus, do Banco Central, que aponta para um dólar a R$ 2,49 até o fim do ano. O cenário econômico atual e as eleições que ocorrerão neste ano não permitem que tenhamos certeza sobre a taxa do câmbio no futuro próximo. Por isso, planeje muito bem a viagem, em todos os detalhes, até mesmo o dinheiro das gorjetas, para ter firmeza sobre o quanto será gasto. Use o cartão de crédito em eventualidade ou em casos de emergência. A conta do cartão só vem depois do fim da viagem e o câmbio de conversão é a do dia de pagamento. Além disso, há a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 6,38%.

As garagens no meu prédio têm escrituras próprias. Tenho de alugar uma vaga de 12 metros quadrados da vizinha (por R$ 200) e ela quer vendê-la. Não sei quanto vale a garagem, mas o apartamento deve valer uns R$ 700 mil. Qual cálculo deve ser feito para saber o valor?

Na formação de qualquer preço a primeira regra é observar a oferta e a procura. Hoje em dia a demanda por vagas de garagem é alta devido à grande expansão do número de carros em circulação. Em 2013 se noticiou que os preços de vagas no Rio de Janeiro atingiram R$ 100 mil. Um método que tem sido usado nesse tipo de comércio é estipular algo entre 10% a 15% do valor do apartamento do edifício. Logo, o valor de uma vaga de um apartamento de R$ 700 mil seria de R$ 70 mil. Somente pelo fato de deixar esse dinheiro parado, o custo de capital é no mínimo de R$ 4,2 mil por ano, que representa 21 meses de aluguel de R$ 200. No caso de a vaga ser integrada na escritura do imóvel deverá haver um trânsito burocrático para a transferência, o que deve encarecer o negócio. Para garagens com escrituras separadas é um pouco mais fácil. Deve ser lembrado também que há incidência de IPTU. Antes de fechar o negócio, consulte o regimento do edifício para verificar se não há empecilhos.

Tudo o que sabemos sobre:

cartãodólarIOF

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.