Com dólar em alta, turista deve planejar viagem ao exterior com antecedência

fabiogallo

09 de março de 2015 | 08h09

Vou receber uma indenização/rescisão e me manterei empregado, devido à compra da divisão em que trabalho. Tenho aproximadamente R$ 110 mil para poder aplicar e mais R$ 108 mil em uma previdência fechada da empresa, com tributação progressiva, com taxa de administração de 1%. Onde devo aplicar? Em renda fixa (como as Letras de Crédito Imobiliário e as Letras de Crédito do Agronegócio)? Pretendo deixar o dinheiro aplicado durante três ou quatro anos. Outra dúvida: devo deixar o valor da previdência aplicado mesmo com sua tributação progressiva ou é melhor retirar e aplicar em outro produto? 

As Letras de Crédito Imobiliárias (LCI) ou do Agronegócio (LCA) são boas alternativas sem dúvida para aplicar os seus recursos disponíveis. Mas, faça uma pesquisa e busque a instituição financeira que ofereça a maior rentabilidade. As LCIs e LCAs são negociadas em referência ao CDI, assim esses títulos de renda fixa são ofertados com base em certa porcentagem do CDI, por exemplo, 85% do CDI. Como o CDI tem como referência a taxa básica de juros da economia, a Selic, se os juros subirem a rentabilidade do título também será mais alta. Com relação a risco de crédito não há preocupação porque a renda fixa emitida por instituições financeiras tem a garantia até R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Outras alternativas, ainda em investimentos de renda fixa, são os títulos do Tesouro Direto. Para quem busca proteção contra a inflação, as NTN-Bs, para vencimento em 2019 e 2020, estão oferecendo a taxa de 6,13% a 6,18% ao ano mais a variação da inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Portanto, há rentabilidade real mesmo com a subida da inflação. Os fundos de renda fixa estão mais atrativos, mas busque sempre aquele com menor taxa de administração. Quanto ao plano de previdência é mais vantajoso deixar do jeito que está porque o plano atual tem taxa baixa e em caso de resgate haverá incidência de Imposto de Renda de qualquer maneira. Deixando os recursos nessa previdência ao menos você adia o pagamento de tributos.

Tenho a minha lua de mel marcada para o final de outubro deste ano para o exterior. Ainda não fechei a viagem devido a alta do dólar. O que faço? Espero a cotação do dólar baixar e fecho um pacote para o exterior ou desisto da viagem para o exterior e tento fechar um passeio aqui no Brasil?

Caso você tenha orçamento muito limitado o correto é fechar um pacote aqui no Brasil. Hoje não há especialista em câmbio que arrisque dizer qual a tendência do dólar em relação ao real. Sabemos que a situação tende a elevar o preço do dólar internacionalmente e que a situação por aqui está bem difícil, mas até a “ração” diária de compra de moeda que o Banco Central estava realizando aparentemente foi reduzida. Assim, a única certeza que temos é que haverá muita volatilidade do câmbio, podendo subir ou cair. Por outro lado, entendendo que este momento é muito especial na sua vida e de sua noiva, você pode fechar agora o pacote de viagem internacional e dessa forma você passa a ter certeza de quanto sairá o custo da sua viagem. Não se esqueça de organizá-la muito bem e comprar dólar antecipadamente, porque os gastos podem ser bem mais altos na volta se você usar cartão de crédito. Planeje quanto levará de moeda, quanto será utilizado em cartão de débito e guarde o cartão de crédito para emergências. Não transforme a sua tão sonhada lua de mel em algo muito amargo. Por outro lado, pense que a alternativa de viagem nacional também é muito boa, o nosso País tem lugares lindos com paisagens magníficas e se você souber escolher bem será algo inesquecível – sem a dor de cabeça da volta com contas para pagar.

Sou funcionária pública e já posso solicitar o abono permanência, pois completei 30 anos de serviço e 53 anos de idade. Não o solicitei, porém, por dúvida. Contribuo para uma previdência privada (plano PGBL) e, para poder abater no Imposto de Renda (IR) até 12% da renda bruta, consta no manual da Receita Federal que eu preciso estar contribuindo para Previdência Social. Gostaria de saber se eu posso solicitar o abono permanência e continuar a ter direito a deduzir os 12% da receita bruta anual.

Você pode, sim, pedir o abono permanência e continuar usufruindo do benefício tributário do plano PGBL. Os aposentados pelo INSS ou pelo regime próprio de servidor público, desde que declarem no modelo completo, têm direito à dedução de até 12% da receita bruta anual da base de cálculo do IR relativos às contribuições aos planos de previdência privada PGBL. No caso da declaração de 2015, você não tem impedimento algum, mesmo porque ao longo de 2014 ainda estava contribuindo. Mas mesmo que você passe a receber o abono permanência haverá direito ao benefício tributário.

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