Minicontrato de dólar é acessível para os pequenos investidores

fabiogallo

25 Maio 2015 | 07h48

Qual a melhor maneira de tirar proveito da alta do dólar? Quais opções o pequeno investidor têm sem ter que comprar dólares e guardá-los em casa?

O investidor que quiser aplicar em câmbio, sem deter moeda estrangeira, tem à sua disposição fundos cambiais e minicontratos de moeda estrangeira. Lembrando sempre que o investimento em câmbio é para as pessoas que têm mais apetite ao risco. Já pela nova classificação de Fundos, válida a partir de 1º julho, fundos cambiais são aqueles que aplicam ao menos 80% de sua carteira em ativos relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, à moeda estrangeira, não somente dólar ou euro. As taxas de administração desse tipo de fundo de investimento, segundo dados da Anbima, variam de 0,5% a 3,0% ao ano. O minicontrato de moeda, chamado de “dólar mini”, é um contrato futuro negociado na BM&FBovespa e operado em dólar e euro. É um contrato futuro porque o investidor “aposta” sobre a cotação da moeda em determinado prazo. Caso a cotação suba, o investidor ganha; caso contrário, perde. Cada contrato representa um lote de US$ 10 mil, por isso é chamado de mini. O contrato inteiro, ou “dólar grande”, é de US$ 50 mil e é transacionado pelas empresas e investidores de grande porte. Mas, como se trata de uma operação alavancada, o investidor não precisa ter os US$ 10 mil, mas uma parte do valor, denominada margem de garantia variável, que fica em torno de 10% do valor do contrato. Este tipo de operação ajuda o investidor porque facilita o valor de entrada, mas, em compensação, aumenta o risco da operação. Por isso, o minicontrato de dólar pertence à família dos derivativos. A cotação é em reais por US$ 1 mil com base no câmbio à vista. Por exemplo, se a cotação passa de R$ 3.000 por dólar para R$ 3.200 por dólar, o investidor ganha R$ 200 multiplicado por 10, tendo o ganho total de R$ 2 mil. Antes de investir, considere que mercado cambial está bastante volátil. Primeiro, porque o cenário econômico interno não está favorável e, segundo, porque não sabemos claramente o que irá ocorrer com o dólar no exterior, uma vez que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) está dando sinais difusos sobre o momento de elevação das taxas de juros norte-americanas.

Fiquei desempregado neste ano. Vale a pena pegar o dinheiro da rescisão e aplicar em um novo negócio?

Sim, mas com algumas condições e muito planejamento. Algumas dicas para quem pretende começar o seu próprio negócio. Você deve conhecer o ramo de atividade que pretende ingressar. Faça um estudo sobre o segmento e o negócio específico. Faça um bom planejamento, desenvolva um plano de negócios o mais detalhado possível. Caso você não tenha a habilidade necessária, procure ajuda em alguma instituição ou um especialista. O Sebrae é uma boa alternativa. Estruture-se financeiramente. Não basta somente ter o dinheiro para iniciar o negócio. Organize muito bem a sua vida financeira, você terá que se aguentar durante um bom tempo. Negócios novos não permitem retiradas imediatas. Mantenha alguma reserva para emergências. Não basta ser especialista na atividade, busque desenvolver as habilidades gerenciais que serão essenciais para tocar o negócio. Busque fazer cursos de gestão empresarial. Esta tem sido uma das maiores causas de quebra de empresas iniciantes. Tenha também um plano B. Converse com outros empreendedores. Frequente seminários e encontros de empreendedorismo. Considere buscar um sócio para essa empreitada, de preferência alguém com habilidades complementares às suas. Uma opção é estudar adquirir uma franquia porque a estrutura do negócio já está pronta. Quando estiver pronto para iniciar o seu novo negócio não deixe de observar todos os aspectos legais. Inicie a nova fase de sua vida dentro da lei e evite qualquer problema futuro. As últimas estatísticas do Sebrae sobre das pequenas empresas no Brasil indicam que a mortalidade dos novos negócios é de 24,4%.

Tenho um investimento em previdência privada fechada, oriunda da antiga empresa em que trabalhei, e estou apreensivo com as notícias de venda da operação do HSBC no Brasil. Faz sentido esta preocupação? Devo transferir o montante para outra aplicação em outro banco? Há algum risco de sofrer prejuízo com esta venda?

Eu não acredito que a venda do braço brasileiro do HSBC venha a trazer algum prejuízo ao investidor. Mesmo porque os fundos de previdência têm um CNPJ próprios. O banco é somente o administrador do plano de previdência. Posteriormente, caso você não queira manter os seus recursos sendo administrados pela nova instituição, poderá usar da portabilidade e transferir o montante para outro fundo similar ao atual, respeitando apenas se é do tipo PGBL ou VGBL, sem ter que arcar com custos da transferências ou impostos. Sacar o dinheiro e transferi-lo para outra aplicação, contudo, não vale a pena, porque há incidência de Imposto de Renda. Além disso, as instituições financeiras que se mostraram interessadas na compra do HSBC são muito idôneas e não devem trazer problema alguma para o investidor. Sempre há possibilidade de você não gostar dos serviços do banco comprador, por experiência anterior negativa ou não adaptação ao novo tipo de serviço, mas isto não irá afetar a rentabilidade ou causar outro tipo de prejuízo.

Mais conteúdo sobre:

dólarinvestimentominicontrato