LCI e LCA combinam baixo risco ao investidor e ganho acima da inflação

Veja opções de aplicações que trazem segurança e rentabilidade ao investidor mais conservador

fabiogallo

10 de agosto de 2015 | 10h00

Qual seria a melhor opção para investidores iniciando investimentos fora do Brasil? Renda fixa, variável, bonds ou fundos imobiliários?

A primeira resposta é iniciar por renda fixa porque é um tipo de ativo com grau de risco baixo ou que, ao menos, permite a investigação de seu risco diretamente nas agências de risco e que exige menor nível de conhecimento do mercado. Mas, de maneira geral, a definição do tipo de investimento mais adequado para cada investidor depende da estratégia traçada para sua carteira de investimentos e do seu conhecimento sobre o mercado que pretende investir. O primeiro passo é buscar ativos com risco e prazos de vencimento que estejam de acordo com os objetivos estabelecidos para sua carteira de investimentos. Admitindo que a sua ideia seja diversificar sua carteira de investimentos, você poderá aplicar em um título do governo norte-americano (bonds) com vencimento igual aos objetivos que você tenha estabelecido. Outra estratégia é investir em títulos de longo prazo, dentro ainda de sua estratégia, mas com vencimentos diferentes dos que você já mantém em carteira. Com isso, você terá mais liquidez em seus investimentos. Ações também são ativos interessantes para a diversificação de carteira de renda variável que seja mantida por você, mas não é recomendável a compra renda variável pelos investidores que não conhecem esse mercado. Fundos imobiliários são boas opções para aqueles que gostam de investir no mercado de imóveis. Nos Estados Unidos, por exemplo, há dois tipos de fundos ligados ao setor, ambos para diversificação de carteiras no longo prazo. Os “Real Estate Funds”, que são fundos mútuos que aplicam em títulos de empresas abertas do setor, podem investir diretamente em ativos imobiliários ou indiretamente. Já os “Real Estate Investment Trusts (REITs)” são empresas ou associações que têm benefícios fiscais, desde que distribuam 90% dos resultados líquidos. A dica é avaliar bem as alternativas de investimentos no exterior e realizar uma análise comparativa com os investimentos locais. Lembre-se que além dos riscos locais, o investimento no exterior também traz à sua carteira o risco cambial.

LCI e LCA ainda são o melhor investimento para quem é conservador?

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio ainda são muito boas opções para quem quer combinar baixo risco e rendimento real. Isto porque são títulos de renda fixa com garantia até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e não têm incidência de Imposto de Renda. Usualmente, contudo, as LCIs e LCAs exigem um investimento inicial mais elevado e com prazo de aplicação de pelo menos seis meses. Há outras opções interessantes. Uma delas é a Letra de Câmbio (LC), que é um título de renda fixa similar a um CDB, mas que só pode ser emitido por uma Financeira. A palavra câmbio neste caso não se refere à troca de moedas, mas, sim, a operação de saque. Em qualquer financiamento, por exemplo, a compra de uma geladeira, a financeira é o sacador (emitente) do título, o devedor é o sacado e o beneficiário é a pessoa jurídica ou física (investidor) que irá receber o dinheiro. As LCs têm garantia do FGC até R$ 250 mil e a incidência de IR tal como os outros títulos de renda fixa. Quanto maior o prazo, maior a taxa oferecida. Há Financeiras oferecendo até 130% do CDI para os interessados. Para obter essa taxa o valor inicial supera os R$ 30 mil. Os CDBs também são boas opções e têm como base de rendimento o CDI, não têm custos e a mesma garantia das “letras” pelo FGC. O ponto negativo: há incidência de IR. Alguns bancos têm equalizado os ganhos dos CDBs com as LCI/LCA, oferecendo uma taxa referencial ao CDI maior para os CDBs. Alternativa interessante também são os títulos do Tesouro Direto, particularmente, para quem tem o objetivo de investimento com prazos mais longos. O ideal é optar por títulos prefixados ou pós-fixados, com custos baixos e Imposto de Renda igual ao de outros títulos de renda fixa. Importante é fazer a comparação desses ativos descontando por meio da rentabilidade líquida, já descontado o IR. Para aplicações até R$ 250 mil busque sempre a melhor oferta do mercado.

Aposentei-me com a nova lei 85/95 com renda de R$4.520,45 ao mês, que começarei a receber brevemente. Resolvi aplicar mensalmente este dinheiro em uma caderneta de poupança programada, pois não vou sair do meu atual emprego onde ganho atualmente R$ 10 mil mensais. O meu FGTS é de R$175 mil, mais R$11.889,21 do Fundo Mútuo de Privatização FGTS Vale, que posso retirar, mas não sei o que fazer com o dinheiro. Também possuo um PGBL, regime tributário progressivo. No período de concessão do benefício de aposentadoria o porcentual de participação nos resultados financeiros a ser revertido é de 0% e a taxa de juros é de 4%, atualmente com saldo de R$ 170 mil. Mensalmente a empresa deposita R$ 235,38 e eu o mesmo valor. Se eu requerer renda mensal vitalícia aos 65 anos receberei R$1.654,93 ao mês. Quero parar de trabalhar só quando tiver uma renda mensal garantida de R$ 10 mil.

O objetivo de ter uma renda permanente de R$10 mil mensais não será uma tarefa fácil. Hoje você conta com renda de aposentadoria de R$ 4.520,45. Os valores chegam a R$ 6.175,93 devem atingir quando você se aposentar, admitindo que você deverá acrescentar a renda de R$1.694,93, que é a retirada prevista do PGBL. Assim, faltam R$ 3.824,62 para atingir o valor pretendido. Por meio de uma conta aproximada, considerando valores sem inflação e com taxa de aplicação de 0,5% ao mês, deverá haver em conta um saldo aproximado de R$ 530 mil. Hoje você tem R$187 mil. Considerando que esse valor seja aplicado, também a um taxa real de 0,5% ao mês, somado ao ganho de capital da aplicação do benefício do INSS, você terá um saldo acima de R$ 296 mil daqui a cinco anos, ainda menor do que você precisa. A dica é sacar o FGTS e a aplicação na Vale e buscar uma alternativa em renda fixa que traga o maior rendimento possível, mas seja garantida pelo FGC. Uma alternativa é o Tesouro Direto. Não aplique o valor recebido do INSS na poupança, mas em alternativas similares ao restante dos seus recursos. Mantenha o PGBL que há contribuição da empresa.

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