Em meio às perdas, trocar fundo da Petrobrás por FGTS não é aconselhável

fabiogallo

25 de janeiro de 2016 | 08h35

Apliquei parte do meu FGTS no fundo de ações da Petrobrás. Devo retornar o investimento para a conta vinculada do Fundo de Garantia ou o melhor seria manter esse investimento e esperar a ação voltar a subir? Se o preço do papel cair abaixo de R$ 1 ele será excluído do Ibovespa, certo? Se isso acontecer, o que muda para o investidor pessoa física? Ficará mais difícil vender as ações no mercado?

Na atual situação, o melhor é manter a sua aplicação no fundo de ações. Com certeza você já perdeu muito dinheiro desde o momento de adesão ao fundo, em comparação com outros investimentos. No acumulado em 12 meses, os fundos FMP-FGTS Petrobrás perderam, em média, 34% de seu valor. Desde o seu lançamento, em agosto de 2000, esses fundos acumularam rendimento em torno de 91%, enquanto que os depósitos no FGTS (que rendem 3% ao ano mais TR) tiveram retorno acima de 110%. Já a caderneta de poupança rendeu em torno de 227%. Mas voltar o dinheiro para a sua conta de FGTS significa realizar o prejuízo e criar uma nova aplicação nada interessante, já que sequer paga a inflação. Por outro lado, ao manter o dinheiro no fundo da Petrobrás, você terá a possibilidade de recuperar as perdas e melhorar o retorno. Mas não espere por isso no curto prazo, ainda há um longo caminho para a empresa começar a apresentar resultados melhores. Caso o valor das ações caia abaixo de R$ 1 (as chamadas penny stocks), a Bolsa determina o seu agrupamento e as exclui do índice Ibovespa. Sem dúvida isso torna a ação menos atraente, dificultando a sua negociação. De qualquer maneira, fica a dica para o investidor: em momentos de muita incerteza no mercado, com quedas generalizadas (em 12 meses, a ação ON da Petrobrás acumula perda de 36,7% e a PN, de 59,98%), o mais indicado é aguentar firme e manter a posição para não acabar transformando um prejuízo econômico em financeiro, definitivo no seu bolso.

Tenho aplicação em um plano de previdência VGBL e gostaria de saber se, por ser portador de doença grave, a isenção de Imposto de Renda vale também para os saques desse investimento.

A isenção do Imposto de Renda (IR) para casos de doença grave vale somente para aposentados que recebem o benefício mensal e para o complemento que tenham de planos de previdência. Essa isenção não vale para saques que você fizer no seu plano de previdência. Por exemplo, caso resolva sacar o saldo que tem no VGBL, este valor não será isento de IR. Para deixar mais claro: benefício é o valor mensal recebido de acordo com o seu plano, o qual pode ser vitalício ou por tempo determinado. Já o saque é a retirada de valores constantes do saldo de seu VGBL. A Receita Federal deixa claro que os rendimentos que não estão isentos de IR são: a) decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade autônoma, isto é, se o contribuinte for portador de uma moléstia, mas ainda não se aposentou; b) decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade autônoma, recebidos concomitantemente com os de aposentadoria, reforma ou pensão; c) os valores recebidos a título de resgate de entidade de previdência complementar, Fapi ou PGBL. O Fisco explica que esse último caso não configura complemento de aposentadoria e, portanto, o valor está sujeito à incidência do IR, ainda que o investidor tenha doença grave.

Comprei um terreno em uma zona rural no interior de São Paulo, sem nenhuma construção ou benfeitoria (só chão). A aquisição foi feita em abril de 2008, por R$ 45 mil. Em dezembro de 2015, vendi esse terreno, sem nenhuma benfeitoria, por R$ 70 mil. Estou sujeito ao pagamento de Imposto de Renda sobre a diferença entre os valores de compra e venda? Caso esteja sujeito ao tributo, quando sou obrigado a recolher?

Neste caso, não há Imposto de Renda a pagar referente a ganho de capital, já que o valor de venda é inferior a R$ 440 mil. Mas não deixe de declarar essa transação na sua declaração de ajuste anual de 2016, referente ao ano 2015.

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