Ao investir, atenção aos objetivos

fabiogallo

25 de abril de 2016 | 05h00

Tenho R$ 30 mil na poupança e R$ 40 mil na conta corrente. Devo R$ 80 mil à Caixa devido a um financiamento imobiliário. A parcela é de R$ 830 e meu salário soma R$ 5 mil. Invisto ou pago a dívida?

Invista o seu dinheiro em aplicações mais rentáveis. Racionalmente, a resposta mais correta seria quitar a dívida, porque os juros pagos são maiores do que o rendimento de suas aplicações. Mas a parcela é suportável e você está empregado com bom salário. Além disso, o momento da vida nacional está complicado e acredito ser mais adequado manter as reservas financeiras. Para fazer isso de maneira mais correta, estabeleça seus objetivos de vida para realizar o planejamento financeiro. A minha sugestão é deixar uns três meses de salário em um fundo de renda fixa de curto prazo. O restante dos recursos aplique de acordo com os seus objetivos. Para os de curto prazo, pense em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou do Agronegócio (LCA), porque apresentam boa rentabilidade, são isentas do Imposto de Renda e tem garantia até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Já para os objetivos de mais longo prazo, há os títulos do Tesouro Direto, com boa rentabilidade e baixo risco.

O Banco do Brasil, ao que parece, está extinguindo os cofres de aluguel. Há algo que possa ser feito? Em um país com segurança tão precária, como as pessoas vão guardar seus pertences importantes?

O aluguel de cofres foi um serviço básico e que deu origem ao próprio negócio bancário, mas não é mais de interesse dos bancos. Esta tendência não é de hoje. Se há vinte ou trinta anos era até um símbolo de status e um serviço muito procurado, hoje é restrito a certo grupo de clientes. As instituições bancárias têm outra perspectiva e o atendimento eletrônico é o caminho natural. Embora praticamente todos os bancos ainda tenham cofres para aluguel, este serviço está restrito a poucas agências. Ele é regulamentado pelo Banco Central e as tarifas são altas, basta consultar o site de cada banco. Manter cofres obviamente torna mais custosa a manutenção das agências e isto vai na contramão da tendência de mercado. Além disso, há uma série de ações de clientes na Justiça, oriundas de roubos de cofres, o que faz com que o serviço se torne ainda menos interessante para as instituições. Há pessoas que têm usado o penhor de joias como forma de manter esses bens em segurança. Esses clientes, mesmo depois de quitar o empréstimo, continuam pagando juros, em vez de alugar um cofre.

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