Empréstimo a filho deve ser declarado

Os comprovantes da operação podem ser os próprios extratos bancários da movimentação financeira

fabiogallo

23 de maio de 2016 | 08h17

Empréstimos a filhos devem ser declarados no Imposto de Renda? E como faço para ter um valor restituído, após fazer a retificadora?

Do ponto de vista da Receita Federal, qualquer empréstimo acima de R$ 5 mil deve ser integrante da declaração anual para não ocorrer diferença na evolução patrimonial dos contribuintes. Deve ser mencionado o CPF do tomador. Já os comprovantes da operação podem ser os próprios extratos bancários da movimentação financeira. O seu filho também deve declarar, informando no campo de “dívidas e ônus reais”, com os dados do credor. Na questão sobre os valores retificados, você não pode unilateralmente interromper o pagamento lançado pelo Fisco, porque isto trará muitas dores de cabeça. Infelizmente, o Leão brasileiro é muito bom para cobrar e muito lento para acertar e devolver qualquer valor cobrado a mais. O mais adequado é você agendar e comparecer numa das agências da Receita Federal.

Quando há incidência de Imposto de Renda no VGBL? A cobrança é apenas sobre o juro? Como saber quanto da parcela é principal e quanto é juro?

O pagamento de tributos nos planos de previdência privada ocorre somente no recebimento de benefícios ou no resgate de valores. Esta é justamente uma das vantagens de investir nesse tipo de plano, tanto VGBL quanto PGBL. Isto é, o chamado deferimento tributário, já que o pagamento de imposto é adiado no tempo. Você pode investir ao longo de vinte anos e somente terá de pagar tributos quando começar a sacar valores. Não importa se a opção pelo regime tributário foi pela tabela progressiva ou regressiva. A diferença é que, na progressiva, o tributo retido na fonte entra na declaração e pode ser compensado. A isenção na tabela de 2016 é para montantes até R$ 1.903,98. Já no regime regressivo, o tributo pago é definitivo na fonte e não pode ser compensado na declaração. O extrato recebido do plano de previdência vem detalhado e mostra os valores dos juros distintamente do principal. O conceito envolvido é de juros capitalizados sobre o valor das contribuições mensais ou periódicas. A dica é determinar objetivamente quando pretende começar a receber os benefícios ou sacar o saldo do plano. Caso a sua visão seja de longo prazo, faça a opção pelo regime tributário progressivo, porque as contribuições com mais de dez anos terão incidência de 10% sobre o ganho de capital, que é 5 pontos porcentuais abaixo da alíquota para a renda fixa.

 

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