Bitcoin: opção para quem é mais arrojado

fabiogallo

11 Julho 2016 | 05h00

Tenho perfil conservador. Já arrisquei investir em ações há 8 anos, mas tive prejuízo. O bitcoin tem me chamado a atenção. Qual sua opinião sobre ele?

O seu perfil realmente é conservador, assim não acredito que o mercado de bitcoins seja uma opção para você. Bitcoin é uma moeda digital criada a partir de algoritmos com forte criptografia para movimentação de valores de forma rápida, anônima e sem controle de autoridades centrais. Moeda usada por pessoas e outros agentes que querem se livrar de controles sobre suas transações, mas, também, infelizmente, por traficantes de drogas e armas, por exemplo. Hoje há grande preocupação da utilização de bitcoins no comércio de pornografia infantil online. Há diversas alternativas dentro do conjunto de moedas criptografadas. Uma das características interessantes dessas moedas é que sua emissão é limitada. No caso do bitcoin, o limite é de emissão de 21 milhões de bitcoins. Por isso, o bitcoin tem subido de valor com o crescimento da quantidade emitida e está atualmente está girando em torno de R$ 2 mil por bitcoin.

Meus filhos adolescentes vão fazer um ‘mochilão’ pela Europa. Moramos no Brasil, mas também temos residência em Portugal. Quais são as alternativas?

As alternativas são levar dinheiro, cartão tipo “travel” ou cartão de crédito. Deve ser levado um pouco de moeda em espécie para as primeiras despesas. O cartão tipo “travel” tem boa segurança, sendo a melhor alternativa, enquanto o cartão de crédito deve ser usado só para emergências. Para viagens com orçamento mais elevado, o cartão expedido na Europa permite que a remessa de moeda do Brasil para Portugal seja feita com base em euros no câmbio comercial, mais o IOF de 0,38%. Atente que uma remessa custa hoje algo como US$ 200 fixos. Por exemplo, em uma viagem com orçamento de 10 mil euros, com câmbio ao redor de R$ 3,70 por euro, a remessa com os custos e IOF sairia por uma taxa de R$3,78. No caso de emissão de cartão aqui no Brasil, a conversão da moeda é com câmbio turismo e, considerado o IOF, a taxa final sobe para R$ 4,17 por euro. Para viagens com orçamento mais baixo, a alternativa de remessa de recursos para bancos não vale a pena. Resta considerar o problema da volatilidade cambial. A moeda estrangeira está mais barata, mas não sabemos se irá subir. A dica é organizar bem a viagem e comprar moeda aos poucos, aproveitando os momentos de queda do câmbio.

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