Escolha entre LCI e CDB deve considerar IR

O CDB e a Letra de Crédito Imobiliária (LCI) são boas opções em renda fixa, mas isto não quer dizer que sejam 'as preferidas'

fabiogallo

07 Novembro 2016 | 08h31

Li na imprensa que o CDB e o LCI são as aplicações de renda fixa mais escolhidas pelos investidores pessoa física. Como escolher entre eles? Depende do valor que tenho disponível?

O CDB e a Letra de Crédito Imobiliária (LCI) são boas opções em renda fixa, mas isto não quer dizer que sejam “as preferidas”, no sentido geral. Não podemos dizer que um investimento é melhor que todos os outros porque cada um atende a uma relação risco e retorno diferente. Nem todas as boas opções são as melhores para todos os bolsos e a todo momento. Os CDBs são títulos emitidos por bancos, têm incidência de IR sobre o rendimento, conforme tabela da renda fixa que começa com 22,5% para depósitos até seis meses, caindo 20% até um ano, 17,5% até dois anos e 15% acima de dois anos. As LCIs são títulos de renda fixa vinculados a créditos habitacionais. Tanto o CDB quanto a LCI são títulos referenciados ao CDI (Certificado de Depósitos Interfinanceiros). Em outros termos, o investidor recebe relativamente a um porcentual sobre a variação do CDI. A grande vantagem é que a LCI é isenta de IR para pessoas físicas. Ambos os títulos têm garantia de até R$ 250 mil pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Usualmente quanto maior o prazo, maior volume e melhor relacionamento houver com o banco, o investidor consegue uma maior rentabilidade. A dica é o investidor estabelecer o prazo que pretende para o investimento e negociar com o banco a maior taxa possível, mas lembrando de comparar os dois títulos considerando as diferenças tributárias. Diversas instituições financeiras estão oferecendo produtos dentro da campanha do Black Friday (veja mais aqui). A escolha depende do prazo e do volume de recursos disponíveis.

No caso de aplicar em previdência privada e a opção for pelo VGBL e usar a tabela progressiva de IR pergunto: quando há incidência de IR? Exemplo: se o valor da parcela for R$ 5 mil, sendo R$ 4 mil de principal e R$ 1 mil de juros, então nesse caso não haveria cobrança de IR (pois na data atual até R$ 1.710,78 há isenção de IR). É isso mesmo? Além disso, qual conceito utilizado para sabe como está composto o valor da parcela (quanto é de valor principal e quanto é de juros)?

No VGBL, e da mesma forma no PGBL, há incidência do Imposto de Renda no recebimento de benefícios da aposentadoria ou no resgate. Na tabela progressiva, em caso de resgate, a tributação ocorre com alíquota de 15% a título de antecipação, devendo haver o lançamento na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda. A tributação no momento de recebimento de benefício de aposentadoria deve seguir a tabela progressiva vigente na data de recebimento. Para lembrar, a tabela progressiva é a aquela que depende do valor, começando com isenção para valores até R$ 1.903,98 e atingindo 27,5% para valores acima de R$ 4.664,68 mensais. No caso de benefício mensal, a pessoa estará isenta da cobrança de imposto se receber menos de R$ 1.903.98. Na declaração anual do Imposto de Renda deverá ser feito o ajuste. Se a renda do contribuinte, consideradas as deduções permitidas, mostrar que ele pagou mais IR do que o apurado, haverá restituição. Caso contrário, deverá pagar mais imposto. Quanto ao cálculo, o valor principal é o depositado e o rendimento é relativo aos juros, e possível correção, obtidos sobre o principal. O informe de rendimentos emitido pelo plano de previdência aponta esses valores. Vale lembrar que também há deduções para quem tem mais de 65 anos de idade e dependentes.

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