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Os Brics em debate

Seminário do Centro de Estudos de Crescimento e Desenvolvimento da FGV tem especialistas internacionais discutindo os Brics.

Fernando Dantas

09 de junho de 2015 | 22h00

Começou na terça-feira (9/6/15) à tarde na Fundação Getúlio Vargas, no Rio, o seminário internacional “Brics: desafios e oportunidades”, promovido pelo Centro de Estudos de Crescimento e Desenvolvimento da FGV. Uma das principais atrações será a presença amanhã, segundo e último dia do encontro, de Murilo Ferreira, presidente da Vale, no painel sobre a relação econômica entre a China e a América Latina, que contará também Mauricio Marques Moreira, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O centro de estudos, ligado à presidência da FGV, tem como principais pesquisadores os economistas Roberto Castello Branco, João Victor Issler e Pedro Cavalcanti Ferreira.

Na terça-feira, Issler e Castello Branco apresentaram um trabalho sobre semelhanças e diferenças entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com destaque para a coincidência do ciclo econômico destes países. Ainda nesta terça, houve um painel sobre os Brics e a geopolítica, com a participação de Jonathan Fenby, da consultoria britânica Trusted Souces (autor de aclamado livro sobre a China); do cientista político Octavio Amorim Neto (Ebape/FGV); e de Oliver Stuenkel, especialista em relações internacionais do CPDOC/FGV e do Instituto Global Public Policy, instituição de pesquisa com sede em Berlim.

Na quarta-feira (10/6/15), haverá também painéis sobre a Índia e a África do Sul, com Eswar Prasad, da Cornell University, e Jean-François Brun, da Université d’Auvergne. Ambos são pesquisadores associados ao Centro de Estudos de Crescimento e Desenvolvimento. O seminário se encerra com um painel sobre os desafios de crescimento da China, com Yang Yao, da Universidade de Pequim, e Fernando Veloso, do Ibre/FGV.

Castello Branco chama a atenção para o desafio chinês à liderança global americana, que, ao contrário do desafio soviético nos tempos da Guerra Fria, se dá basicamente pelo poderio econômico, como fica claro no lançamento do Asian Infrastructure Investment Bank (Banco de Investimento em Infraestrutura da Ásia). O novo banco que está sendo criado é visto como rival potencial de instituições multilaterais tradicionais como o FMI, o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento da Ásia, fortemente influenciados pelos Estados Unidos. (fernando.dantas@estadao.com)

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