BuzzFeed quer entrar no Brasil e já procura editor

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

14 de agosto de 2013 | 13h01

Depois da bem sucedida abertura da filial em Londres, o site conhecido por influenciar e antecipar tendências na internet se prepara para entrar no mercado brasileiro. Há alguns dias, o nova-iorquino BuzzFeed abriu a primeira vaga para editor em português. Atualmente, o Brasil já é a sexta maior fonte de leitores da empresa. O site também quer entrar no mercado hispânico e francês.

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Viral. Lema do site é oferecer conteúdo “compartilhável” na web

 

No fim de julho, a empresa publicou discretamente um anúncio com as novas vagas de editor para conteúdo em português, espanhol e francês (clique aqui para ver o anúncio). O texto diz que os novos postos de trabalho são para “maníacos por cultura e obcecados com coisas que são compartilhadas e curtidas” na internet. O novo funcionário terá como principal função “criar conteúdo que os leitores gostem de compartilhar” em uma das três línguas.

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Procura-se. Vaga é para redação em Nova York

 

Os novos editores trabalharão na sede, em Nova York, e a empresa promete “salário compatível com a experiência”. Entre os requisitos, além da fluência em português e inglês, é preciso ter familiaridade com ferramentas como o Photoshop, ter autorização para trabalhar nos Estados Unidos e “não ter inimigos”, diz o anúncio. Para quem se interessou, antes de mandar o curriculum, é preciso criar um perfil no site e produzir alguns posts em português que serão avaliados na seleção.

Inicialmente voltado ao entretenimento – com milhares de piadas com animais bonitinhos e curiosidades do mundo pop, o BuzzFeed mudou de perfil nos últimos meses com a chegada de jornalistas à direção da empresa. Atualmente, o site é uma mistura de entretenimento, noticiário sério e conteúdo publieditorial – uma das grandes fontes de recursos da casa.

Desde o início de 2012, o editor-chefe é Ben Smith, que foi repórter sênior do prestigiado site Politico.com e já publicou reportagens em veículos como o Wall Street Journal, The Los Angeles Times, Slate e The New York Post. O fundador Jonah Peretti diz que a empresa é a primeira rede social de notícias que oferece uma mistura do noticiário importante do dia com entretenimento e conteúdo compartilhável. Peretti também é um dos fundadores do site The Huffington Post.

 

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Meme. Site tenta depender menos dos virais

 

 

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