Decisão da Moody’s é golpe nas esperanças de Dilma, diz ‘FT’

Jornal britânico afirma que, diante do enfraquecimento da economia, a campanha de Dilma ficou 'vulnerável'

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

10 de setembro de 2014 | 09h46

O jornal britânico Financial Times publica reportagem na edição impressa desta quarta-feira, 10, em que afirma que a piora da perspectiva da nota brasileira anunciada ontem pela agência Moody’s é um “golpe para as esperanças” de Dilma Rousseff.

O FT afirma no texto que a presidente e candidata à reeleição “recebeu um novo golpe na campanha quando a Moody’s rebaixou a perspectiva do rating para os títulos do governo do Brasil de ‘estável’ para ‘negativa'”. O jornal cita que a agência culpou o lento crescimento da economia para a decisão e lembra que parte do mercado espera crescimento de apenas 0,5% este ano. Se confirmado esse ritmo, o mandato de Dilma pode ter o ritmo mais lento da economia desde o governo de Fernando Collor, diz o FT.

O texto cita que a desaceleração da economia brasileira é um sinal de que o governo do Partido dos Trabalhadores “não conseguiu afastar a economia de uma dependência de consumo e do crédito ao consumidor”. Além de não conseguir alterar o motor da economia, o texto ainda cita que investidores têm criticado o governo por políticas consideradas intervencionistas, como o controle de preços.

Diante do enfraquecimento da economia, a campanha de Dilma ficou “vulnerável”, diz o FT. Por isso, houve uma onda de apoio à candidatura de Marina Silva, afirma a reportagem, ao destacar que a ex-ministra do Meio Ambiente aparece na frente de Dilma nas simulações de segundo turno.

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