Financial Times: ‘Aécio surpreende, mas mercado não deve subestimar força do PT’

Financial Times: ‘Aécio surpreende, mas mercado não deve subestimar força do PT’

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

06 de outubro de 2014 | 12h03

Aécio comemora em Belo Horizonte (Evelson de Freitas/Estadão)

Aécio comemora em Belo Horizonte (Evelson de Freitas/Estadão)

LONDRES – O blog que acompanha mercados emergentes do jornal britânico Financial Times, o BeyondBrics, publicou texto nesta segunda-feira em que avalia as chances de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. O texto reconhece a surpreendente votação do tucano ontem, mas ressalta que os “investidores não devem subestimar a máquina de campanha do PT”.

O texto cita a forte reação dos mercados nesta manhã com o salto da bolsa paulista e do real brasileiro. Apesar disso, o blog ressalta que “é improvável que o segundo turno seja simples”. “Está longe de ser garantido que Marina Silva será capaz de transferir todos os seus votos para Aécio. Tanto Dilma como Aécio têm tudo para disputar e tudo depende de quão bem conseguirão planejar e executar suas propostas”, diz o jornal britânico.

No segundo turno, o FT diz que Dilma vai argumentar que o melhor é continuar com a atual política e cita frase atribuída ao prefeito Fernando Haddad – mas que é erroneamente citado como Paulo Haddad – em que ele afirma que há dois caminhos para enfrentar uma crise: alta dos juros e maior superávit primário ou com a manutenção do emprego e salário dos trabalhadores. A segunda opção é a preferida do atual governo.

Aécio, por sua vez, vai argumentar na campanha que o modelo de Dilma está falido e defenderá uma forma de melhorar a produtividade e aumentar o investimento. O texto pondera, contudo, que pode ser difícil tornar esse discurso atrativo para o eleitorado e que para muitos brasileiros é verdadeiro a campanha negativa dos concorrentes que liga Aécio às privatizações.

O texto cita ainda que as duas candidaturas têm fragilidades. Aécio, por exemplo, poderia ter sua vida pessoal explorada pela candidatura do PT, diz o FT. Dilma, por outro lado, poderia ser prejudicada pelas denúncias de corrupção. “Em 2010, Dilma ficou devastada por não ter conquistado a presidência no primeiro turno e o cenário era contrário a ela quando o segundo turno começou. No fim, ela ganhou confortavelmente. Este ano, ela ainda é o candidato a ser batido”.

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