Lloyds deve anunciar demissão de 9 mil bancários

Lloyds deve anunciar demissão de 9 mil bancários

Banco foi duramente afetado pela crise financeira de 2008 e parte da instituição foi estatizada pelo governo britânico

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

23 de outubro de 2014 | 16h16

Lloyds Bank prepara 9 mil demissões (Foto: EFE)

Lloyds Bank prepara 9 mil demissões (Foto: EFE)

LONDRES – Um dos maiores bancos da Europa, o britânico Lloyds Bank deve anunciar corte de até 9 mil empregos. A informação foi publicada nesta quinta-feira pela emissora BBC e o jornal Daily Telegraph. A medida atingirá cerca de um décimo do quadro de funcionários da casa e deverá ser executada ao longo dos próximos três anos.

O anúncio do corte de funcionários deverá ser feito na próxima semana pelo presidente do Lloyds, o executivo português Antonio Horta-Osorio. Uma das explicações para as demissões é a migração de muitos clientes das agências para os serviços online – o que exige menos funcionários. Há expectativa de que o Lloyds também anuncie o fechamento de pontos de atendimento.

Atualmente, o Lloyds opera cerca de 2 mil agências no Reino Unido com as marcas Lloyds Bank, Bank of Scotland e Halifax. A BBC informa que a demissão de 9 mil pessoas se soma ao grande esforço já feito pelo Lloyds para enxugar a folha de pagamento. Desde o estouro da crise financeira em 2008, o banco já fechou cerca de 30 mil postos de trabalho e em 2011 havia anunciado a intenção de cortar outros 15 mil empregos.

O Lloyds foi duramente atingido pela crise financeira e, para evitar o fechamento da casa, o governo britânico estatizou parte do banco. Inicialmente, o Tesouro ficou com participação de 39% da instituição. Desde o fim do ano passado, o governo vendeu parte das ações e atualmente o contribuinte britânico é dono de 25% do banco.

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