Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

“Não importa o resultado do plebiscito. Queremos exportar uísque escocês”

A poucos dias do plebiscito sobre a independência da Escócia, destilarias deixam de defender "não", optam por discurso neutro e pedem que sejam mantidas condições favoráveis às exportações

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

15 de setembro de 2014 | 08h35

O malte e os barris de carvalho são parte da história e do cenário da Escócia. Isso explica porque deixar a Escócia é algo impensável para as destilarias que produzem uísque. Estar no país é o principal diferencial para o setor que exporta 40 garrafas por segundo. A indústria prefere manter certa distância da polêmica sobre a independência que será tema de plebiscito nesta semana. Pedem, porém, garantia das condições para continuarem exportando.


Yes or No? Não importa o referendo, destilarias querem exportar

Por ano, o setor embarca £ 4,3 bilhões – R$ 16 bilhões – em uísque para o mundo

Esta indústria está em uma posição especial no debate. Nós só podemos fazer o uísque escocês na Escócia e as nossas marcas estão indissoluvelmente ligadas ao país”, diz o chefe-executivo da Associação do Uísque Escocês, David Frost. A entidade que representa quase 60 destilarias desistiu do discurso crítico à independência adotado há alguns meses. Com a subida das intenções de voto no “sim”, o grupo adotou tom mais cauteloso e a entidade diz que “seja qual for o resultado, nós estaremos comprometidos a trabalhar com o governo para conseguir o crescimento econômico sustentável”.


Pense bem. Unionistas alertam que independência é “para sempre” / Efe

A grande preocupação das destilarias é exportar. A indústria emprega 10 mil pessoas diretamente e outros 35 mil trabalhadores estão ligados indiretamente, diz a associação. Os números são grandes e governantes sabem da importância do setor que gera 1 bilhão de libras em impostos por ano. “Nós acompanhamos o tema para garantir que a Escócia independente possa ter um ambiente comercial, regulatório e exportador pelo menos tão favorável como o visto atualmente”, cobra o chefe da associação.


Aqui é mais legal. “Sim” diz que país será mais rico / Reuters

Uma das maiores empresas de bebidas do mundo já informou que não fará como os grandes bancos e promete não deixar a Escócia em caso de vitória do “sim”. Fabricante de várias marcas como Buchanan’s, J&B, Johnnie Walker e White Horse, a Diageo já disse que não deixará o país que é berço da bebida. O presidente da companhia, Ivan Menezes, disse que a companhia “não pode deixar a Escócia” e que a empresa está no país “para ficar”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: