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Ryanair promete acabar com feira noturna e vai liberar sacolinha extra

Fernando Nakagawa / Twitter @fnakagawa

25 de outubro de 2013 | 16h36

Poltronas que não reclinam, rigor impiedoso no tamanho e peso da bagagem de cabine, venda de copos d’água, baralhos e bilhetes de loteria dentro do avião e taxas, muitas taxas: para comprar no cartão de crédito, para despachar a bagagem, para marcar assento e até para emitir a passagem. Essa é a aérea irlandesa Ryanair, a pioneira do “baixo custo” na Europa. Ou, como preferem, uma empresa “sem frescura”.

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Agrado. Ryanair promete melhorar (um pouco) o serviço / flickr/michalo

Segunda maior aérea da Europa – atrás da alemã Lufthansa, a Ryanair ficou conhecida por oferecer tarifas baixas, mas também por tratar mal o passageiro. Logo que os aviões decolam, os comissários começam uma verdadeira feira e oferecem de tudo pelo sistema de som. Lá também nasceram as ideias de cobrar £ 1 (quase R$ 4) para usar o banheiro ou vender lugares em pé nos aviões. As ideias, porém, foram enterradas.

A empresa comandada por Michael O’Leary, porém, parece que quer fazer as pazes com os passageiros. A Ryanair anunciou “seis melhorias de atendimento” que serão adotadas até março de 2014. Entre as novidades, está a permissão para uma “segunda pequena mala de mão” na cabine, como uma pequena bolsa feminina. Tudo com no máximo 35 cm x 20 cm x 20 cm. Atualmente, se o cliente tentar entrar com duas coisas na mão – mesmo que seja a mala e uma inofensiva sacola do free-shop – é preciso pagar um pedágio de £ 60 (mais de R$ 200).

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Apertem os cintos. O’Leary queria cobrar o banheiro e vender lugares em pé / Reuters

O’Leary também vai permitir que passageiros durmam à noite e de madrugada e a venda pelos alto-falantes acabará nos voos entre 21h e 8h. Também foi reduzida a taxa obrigatória para quem faz o check-in pela internet, mas esquece de levar o bilhete impresso. O valor cairá de £ 70 para £ 15. Uma redução de quase 80%.

Apesar de tantas mudanças, O’Leary não perdoa quem não faz o check-in em casa. Para quem não passa pelo computador e vai direto ao balcão da Ryanair, continuará a ser cobrada a taxa de £ 70. São quase R$ 250. Com esse valor, dá para comprar uma impressora, um pacote de papel e ainda imprimir o bilhete. Só tenha cuidado para não embarcar com a impressora como bagagem de mão. Certamente é maior que a sacolinha extra permitida por O’Leary.

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Implacáveis. Se não couber, vai ter de pagar £ 50 para despachar a mala / Reuters

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