Banco digital C6, de ex-sócios do BTG, usa videoclipe como plataforma de lançamento

Banco digital C6, de ex-sócios do BTG, usa videoclipe como plataforma de lançamento

Fernando Scheller

05 de agosto de 2019 | 07h00

O C6, banco digital criado por ex-sócios do BTG Pactual que será oficialmente lançado hoje, chega em um momento em que o conceito de uma instituição sem agências, que praticamente não cobra tarifas e foca o público jovem está longe de ser novidade. Para se diferenciar de um terreno minado – com rivais robustos como Nubank, Next, Inter e Neon –, o C6 apostou em uma música própria que tenta resumir as inspirações da instituição.

Uma das peças publicitárias que vão ajudar a lançar o C6, novo banco digital (Crédito: Tech and Soul)

Criada pela agência Tech and Soul, a estratégia incluiu a produção de um videoclipe com uma canção proprietária, It’s Your Life, interpretada por Zeeba (que costuma ser a voz do DJ Alok), Marina Diniz e Isadora, lançada no YouTube há dois meses. Desde então, o clipe angariou 1,2 milhão de visualizações e também chegou a plataformas como o Spotify.

A partir de hoje, o C6 vai revelar que a canção é na realidade um conteúdo de marca. Ao apontar o celular para o vídeo, o espectador poderá encontrar, com o leitor de código de QR, informações sobre o banco.

Para reforçar a estratégia, o C6 terá duas peças publicitárias tradicionais editadas a partir do videoclipe e também fará uma campanha com influenciadores digitais sobre o banco. Nas próximas semanas, a estratégia vai ser complementada com um total de 14 peças sobre os produtos da instituição.

Além de ‘moderninho’. Para compor o “look” tanto do app quanto da comunicação, o C6 contratou o fotógrafo de moda Bob Wolfenson para retratar estilos de vida como gastronomia, cultura, moda e esportes.

“A gente não quer ser um banco só moderninho”, diz a diretora de marketing do C6, Alexandra Pain. “A nossa ideia é ir além do público jovem.”

Por essa razão, o conteúdo do videoclipe, apesar de otimista, traz um personagem “pé no chão”: um aspirante a dançarino que encontra sua grande chance a partir de um encontro inesperado com a dona de um estúdio de dança em busca de inspiração.

Chegar depois trouxe pelo menos uma vantagem, porém, a essa altura, como o conceito do banco digital já foi absorvido pelo brasileiro, não foi necessário passar parte do tempo explicando a questão tecnológica da plataforma.

O presidente da Tech and Soul, Cláudio Kalim, diz que os serviços bancários hoje fazem parte da vida das pessoas de forma natural. “Ir ao cinema ou pegar um Uber envolve usar o banco. Por isso, relacionamos o C6 à vida e aos sonhos.”

O C6 inicia sua atuação como um banco completo, com conta-corrente, saque, transferências e cartão de crédito básico gratuitos. Há também uma opção de investimento por enquanto restrita ao CDB e uma um cartão “Black” com anuidade.

O banco estreia com serviços adicionais como uma “tag” para passagem em pedágios de todo o País. O pagamento é feito por débito em conta e exclui taxas ou mensalidades. Uma expansão dos serviços para pessoas jurídicas está no radar.

Seleção. Para Jaime Troiano, presidente da Troiano Branding, independentemente do posicionamento de marca é cedo para dizer se o C6 conseguirá se estabelecer como uma opção diferente dos rivais. “O Nubank chegou primeiro e, nesse caso, é a referência óbvia”, afirma o especialista. “Haverá necessariamente uma seleção natural que vai reduzir o total de marcas desse setor.”

Tendências: