Dados sinalizam tendência firme para consumo

Josué Leonel

25 de março de 2010 | 15h54

Os principais fatores que podem influenciar o nível de consumo apontam para uma tendência firme de crescimento, segundo os últimos indicadores conhecidos. Os dados do IBGE revelaram melhora tanto do emprego quanto dos salários, enquanto a FGV apurou aumento da confiança do consumidor. Um consumidor empregado e confiante tende a se endividar sem medo. Com isso, o ciclo positivo se fecha considerando-se os dados divulgados nesta semana pelo Banco Central, que indicaram expansão do crédito.
 
Nos números do IBGE, destacou-se a taxa de desemprego de fevereiro, que ficou em 7,4%. Embora tenha subido ligeiramente ante os 7,2% de janeiro (o que, para o IBGE, configura estabilidade), foi a menor taxa para um mês de fevereiro desde 2003. Em fevereiro do ano passado, quando o Brasil ainda sofria os impactos da crise global, esta taxa foi de 8,5%.
 
Os dados de renda também mostraram melhora. A renda média real aumentou 1,2% em fevereiro sobre janeiro e 0,9% em relação a fevereiro de 2009. Os aumentos por atividade endossam a ideia de que é a demanda doméstica que tem puxado a atividade. O crescimento da renda média real de salários foi maior na construção civil (12,8%) e no comércio (6,4%), embora também tenha sido robusto na indústria (5,6%), que tem parte das vendas voltadas ao mercado externo.
 
Se o emprego vai bem, o crédito também não decepciona, como mostram os dados divulgados pelo Banco Central na terça-feira. As operações de crédito do sistema financeiro apresentaram em fevereiro expansão de 0,8% na comparação com janeiro. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a alta foi de 16,8%. O crédito para habitação foi um caso à parte, com aumento de 46,4% em 12 meses.
 
Outro dado revelador do potencial de aumento de consumo veio hoje da FGV. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março mostrou variação positiva de 0,6% ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a março de 2009, o ICC subiu 13,2%.

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