Entre Ásia forte e Zona do Euro fraca, EUA definem cenário

Josué Leonel

26 de fevereiro de 2010 | 13h00

Indicadores divulgados na Ásia reafirmaram nesta sexta-feira a ideia de que o continente lidera a retomada da economia mundial. Na Índia, o crescimento do PIB no quarto trimestre de 2009 ficou abaixo do esperado, mas ainda foi robusto, de 6% ante o quarto trimestre de 2008. Dados positivos também foram divulgados na Coreia do Sul e até mesmo no Japão, um dos países mais fortemente atingidos pela crise.
 
Na Europa, o Reino Unido trouxe uma notícia promissora ao revisar para cima, de 0,1% para 0,3%, o crescimento do PIB no último trimestre de 2009 ante o terceiro do mesmo ano. Mas os países da zona do euro, liderados por Alemanha e França,
seguem sem registrar qualquer sinal mais consistente de recuperação. Para piorar, continua pesando a situação fiscal crítica da Grécia e outros países do sul do continente, ameaçados de terem suas notas de risco rebaixadas.
 
A crise na zona do euro põe a economia do bloco em um dilema. Para relançar o crescimento econômico, seria lógico reduzir impostos e ampliar os investimentos públicos. Porém, estas medidas são inviabilizadas pelos déficits e endividamentos em nível elevado. A saída parece ser combinar ações de ajuste fiscal com o envio de ajuda da União Europeia aos países mais fragilizados. Mas estas decisões também não são fáceis, a julgar pelas greves e manifestações populares.
 
Com a Ásia mais forte e a zona do euro fraca, restam os EUA, entre as grandes regiões econômicas do mundo, como ponto de dúvida. Os dados mais recentes do país também não foram considerados encorajadores em termos de atividade. Porém, alguns analistas dão a desculpa do excesso de frio e neve deste inverno, que teria desestimulado a economia. Espera-se que os próximos indicadores a serem divulgados nos EUA joguem alguma luz sobre este cenário.

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