Sinal de vida no mercado de trabalho americano

Josué Leonel

11 de fevereiro de 2010 | 17h53

O resultado dos pedidos de auxílio-desemprego na primeira semana de fevereiro nos EUA não poderia ter sido mais animador. Ao contrário de outros dados de atividade, este indicador tem significado positivo quando registra quedas, mostrando que menos pessoas ficaram desempregadas e, portanto, tiveram de recorrer ao auxílio governamental. Na semana encerrara em 6 de fevereiro, o número de pedidos foi negativo em 43 mil, uma queda muito maior do que a esperada pelos analistas, de 12 mil. O governo informou ainda que, na semana encerrada em 30 de janeiro, o número total de norte-americanos que recebem o auxílio há mais de uma semana cedeu 79 mil, para 4,438 milhões – menor número desde 3 de janeiro de 2009, quando ainda se vivia a fase mais aguda da crise.
 
A melhora do emprego é considerada tanto pelos analistas de mercado quanto pelo próprio governo americano condição sine qua non para se atestar uma recuperação consistente da maior economia do mundo, que oscila entre a recessão e o baixo crescimento desde o final de 2007. “Até que empregos estejam sendo criados para repor os que nós perdemos, minha administração não vai descansar e esta recuperação não estará concluída”, afirmou o presidente Barack Obama em seu relatório econômico enviado ao Congresso americano.
 
Assim, os dados divulgados nesta quinta-feira podem ser vistos como um sinal de vida para o mercado de trabalho americano.No entanto, ainda será necessário aguardar novos números que possam confirmar se o desempenho do início de fevereiro representa ou não uma tendência. Por ser divulgado semanalmente, o indicador de auxílio-desemprego é bastante volátil e, isoladamente, o dado de uma semana é insuficiente para determinar uma trajetória firme. De qualquer forma, este último dado não deixou de ser um bom sinal. Com a aprovação popular em baixa, Barack Obama pode dar um suspiro de alívio, embora ainda não muito mais do que isso.

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