A arrecadação paga a conta

José Paulo Kupfer

27 de maio de 2011 | 22h06

O governo comemora o superávit primário. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantou nesta sexta-feira, que o superávirt consolidado do setor público, no primeiro quadrimestre do ano, alcançará R$ 60 bilhões, metade da meta do ano, que é de R$ 117 bilhões. Um dia antes, com o resultado do governo central na mão, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, anunciou que já seria possível “afrouxar” o controle de gastos, sem prejuízo da meta de superávit.

Beleza. Mesmo sem afrouxar – e, de fato, com contenção forte de investimentos – as despesas do governo central cresceram cerca de 10% no quadrimestre. Mas as receitas continuaram a subir com força, registrando um aumento de quase 18%, no acumulado de janeiro a abril. Daí o superávit comemorado pelo governo.

Garantir superávits de longo percurso na base de aumentos permanentes de arrecadação é o sonho de consumo de qualquer administrador de contas públicas. Só que, entre o sonho e a realidade, pode haver um abismo.

Minha conversa com a colega Letícia Bragaglia, na TV Estado, nesta sexta-feira, procurou qualificar esse superávit fiscal. Assista e comente:

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