A Petrobras cresceu. Agora tem de aparecer

José Paulo Kupfer

24 de setembro de 2010 | 17h10

A capitalização da Petrobras, a maior da história, chegou a bom termo. A empresa tem agora fôlego no caixa para levar adiante seu ambicioso plano de investimentos de cinco anos, para a exploração da camada pré-sal.

Os recursos que entraram no caixa abrem espaços para que a empresa alavanque a montanha de dinheiro prevista no seu plano de investimentos por pelo menos uns três anos. Os riscos de que não consiga completar o cofre, inclusive, se for o caso, com nova capitalização, ficaram minimizados.

São muitos os desafios que se colocam depois da capitalização. Vou destacar dois deles: 1) o desafio tecnológico; e 2) o desafio da gestão da cadeia produtiva do petróleo.

A Petrobras tem capacitação para explorar o pré-sal, mas a prova do pudim será a própria exploração. A empresa tem de superar o desafio de reunir condições para iniciar a exploração no menor tempo possível e a custos compatíveis. Não significa que terá de explorar rápido – essa é uma decisão estratégica -, mas, sim, estar pronta para isso.

No caso da cadeia de produção, a Petrobras tem de reunir condições de gestão para disseminar seus pesados investimentos com o maior conteúdo nacional possível, em tempo hábil e a custos compatíveis. A cadeia de produção de petróleo já responde por quase 10% do PIB brasileiro e só o plano de investimentos da Petrobras, se a taxa nacional de investimento permanecer em 18% do PIB, equivalerá a 15% de tudo o que for investdo, nos próximos anos, no País.

O resumo dessa história, com perspectiva promissoras, é que a Petrobrás cresceu. Agora tem de aparecer. O desafio é o da eficiência.

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Minha conversa com a colega Letícia Bragaglia, na TV Estadão, nesta sexta-feira, foi sobre os desafios da capitalização da Petrobras. Assista clicando aqui.

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