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A volta do dólar a R$ 1,99

José Paulo Kupfer

20 de maio de 2009 | 20h39

O dólar fechou hoje cotado a R$ 2,028, mas só não furou a barreira dos R$ 2 porque o Banco Central mandou bala na compra de moeda americana. Foi a intervenção mais pesada desde que o BC voltou a comprar dólares, em 8 de maio. Segundo operadores, o BC comprou US$ 1,2 bilhão – mais de seis vezes o volume médio diário de compras, desde que voltou a intervir no mercado cambial, há pouco menos de duas semanas.

São vários os fatores de pressão sobre o dólar. Tem o fluxo de dólares, para aproveitar a diferença entre os juros domésticos e os internacionais, principalmente dirigido para a bolsa de valores. Tem também o superávit comercial, que voltou a dar o ar da graça, ainda que, por enquanto, mais pela retração das importações do que pela retomada das exportações. Tem a expectativa de novos ingressos de dólares, que faz a turma correr para vender, já prevendo novas quedas.

E tem uma especulação dos bancos, que ajuda a forçar a baixa da cotação da moeda americana. Isso por conta dos contratos de swap cambial, vendidos pelo BC para tentar conter a valorização do real, sem mexer nas reservas.

Não é perseguição, nem ideia fixa, mas, desses quatro pontos de sustentação da  nova onda de valorização do real pelo menos dois são de responsabilidade direta do Banco Central – o nível dos juros e os swaps cambiais. Pode?

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