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Ainda na descida da ladeira

José Paulo Kupfer

19 de novembro de 2015 | 11h50

Com a divulgação, na quarta, do IBC-Br de setembro, mostrando queda ajustada sazonalmente de 0,5% sobre agosto, o “PIB do Banco Central” recuou 1,4% no terceiro trimestre do ano. Reduziu o ritmo de baixa, na comparação com a variação negativa de 2,1%, no segundo trimestre, e de 1,9%, no primeiro. O resultado da variação do PIB do terceiro trimestre está previsto para ser divulgado pelo IBGE em pouco mais de dez dias.

Mesmo que, em relação ao trimestre anterior, a economia desça a ladeira mais devagar no último trimestre do ano, os números do IBC-Br no período julho-setembro reforçam as projeções de que a atividade econômica afundará em torno de 3,5% em 2015 – maior mergulho desde o tombo de 4,3% em 1990, ano do Plano Collor.

Os indicadores econômicos que levaram o IBC-Br a registrar o 4.º mês consecutivo de retração, em relação ao mês anterior, permanecem contraídos. Mas há sinais, até mesmo pelo aprofundamento da recessão, de que pode começar a se verificar uma redução no ritmo de queda da atividade econômica.

Talvez mais lentamente, a economia, continuará a procurar o fundo do poço, com novas quedas na produção e nas vendas. As expectativas são de que a economia não alcance um ponto de reversão pelo menos antes de meados do próximo ano.

Até lá, tudo indica que o quadro econômico permanecerá apontando deterioração. Desemprego, inflação e inadimplência em níveis altos devem contribuir para limitar o consumo das famílias, estreitando as margens de lucro. Combinado com baixos índices de confiança e estoques elevados, esse tipo de pressão não ajuda a abrir espaços para os investimentos. Tudo somado, apenas o setor externo conseguirá frear – e mesmo assim parcialmente – a marcha da recessão em 2016.

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