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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Alguma melhora à vista

José Paulo Kupfer

17 de maio de 2013 | 12h33

A evolução do IBC-Br, em março, consolidou entre os analistas a expectativa de que o PIB registrará avanço de 1%, no primeiro trimestre do ano, em relação ao último de 2012. O resultado oficial será divulgado pelo IBGE em duas semanas e, caso as projeções se confirmem, isso equivale a dizer que a economia rodou, nos primeiros três meses do ano, a um ritmo de 4% anualizados. É uma velocidade da qual não se tinha notícia desde o segundo trimestre de 2010.

Este quadro espelha o início de um movimento de recuperação, mas o cenário, não se pode esquecer, ainda acumula muitas incertezas. Basta notar que, no começo do ano, a retomada parecia mais vigorosa do que agora se apresenta.

É possível, de todo modo, que, a partir das indicações do IBC-Br, ocorra uma nova revisão nas projeções do PIB para 2013. Se o recuo da atividade econômica em fevereiro, comandado, sobretudo, pelo fraco desempenho da indústria, deflagrou um movimento de corte nas projeções para o PIB em 2013, pode-se esperar que os números de março (e do primeiro trimestre) estimulem agora pequenas revisões para cima – recolocando as previsões, que escorregavam para baixo de 3%, de volta para essa linha ou até avançando décimos acima dela.

Com um grande volume de indicadores dos primeiros três meses do ano já conhecidos, as projeções para o comportamento da economia no período convergem para a novidade da expansão do investimento acima do crescimento do consumo. As estimativas são de uma alta dos investimentos entre 6% e 7%, no período janeiro-março de 2013, em relação ao quarto trimestre de 2012, ante menos de 1%, para o consumo das famílias. A recuperação dos investimentos tem sido puxada pela produção de bens de capital, principalmente nos segmentos de caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos para construção civil.

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