As preocupações do FMI

José Paulo Kupfer

12 de abril de 2016 | 14h59

Como esperado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou mais um pouco as perspectivas de crescimento da economia global para 2016 e 2017. No “Panorama Econômico Mundial” lançado agora na semana da reunião conjunta de primavera com o Banco Mundial, o Fundo prevê uma expansão de 3,2% este ano e de 3,5%, no próximo. A nova estimativa para 2016 é 0,2 ponto menor do que a divulgada em janeiro e 0,4 ponto inferior à de outubro.

Na América Latina, o FMI prevê uma nova recessão em 2016, agora de 0,5%, depois da queda de 0,1%, em 2015. Os números fracos previstos se devem, em grande parte, à contribuição negativa do Brasil, maior economia da região, que, segundo o Fundo, registrará, pelo segundo ano consecutivo, forte contração de 3,8%, num recuo “maior do que o anteriormente esperado”, e deverá ficar no zero a zero em 2017, quando a América Latina em seu conjunto cresceria 1,5%.

O FMI está preocupado com os fluxos de recursos internacionais para os países emergentes, que se encontram em declínio desde 2010. Em tempos passados, o encolhimento dos fluxos era sinal de crise cambial logo adiante, mas, hoje boa parte desses países dispõem de defesas mais eificientes. Sobre esse tema, suas razões e consequências, leia aqui

 

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