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José Paulo Kupfer

27 de março de 2008 | 07h30

“Recordem a sexta-feira, 14de março de 2008: foi o dia em que o sonho de um capitalismo de livre mercado e alcance mundial morreu. Por três décadas avançamos na direção de sistemas financeiros propelidos pelo mercado. Com sua decisão de resgatar o Bear Stearns, o Federal Reserve (Fed), instituição responsável pela política monetária dos Estados Unidos e principal defensor do capitalismo de livre mercado, decretou o fim de uma era. O banco central americano mostrou em forma de ação sua concordância com o sentimento expresso por Joseph Ackermann, presidente-executivo do Deutsche Bank, ao declarar: “Não acredito mais que o mercado possa se curar sem interferência”. A desregulamentação encontrou seu limite.”

Assim começa o artigo publicado na terça-feira, 25 de março, pelo colunista Martin Wolf, no “Financial Times”, e traduzido ontem pela “Folha de S. Paulo” (aqui, para assinantes). Editor associado e chefe dos colunistas de economia do FT, Martin Wolf é o grande ícone do liberalismo, no jornalismo econômico internacional.

Com todo o respeito, demorou para cair a ficha do bravo Wolf.

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