Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Crateras em formação

José Paulo Kupfer

18 de maio de 2011 | 16h43

Enquanto a inflação – corretamente, diga-se – concentra as preocupações, o setor externo vai abrindo buracos. O colega Leandro Modé, do vizinho Estadão impresso, em reportagem publicada nesta quarta-feira, mostrou um retrato preocupante de uma paisagem com crateras em formação.

Em 15 meses, de dezembro de 2009 a março deste ano, a dívida externa dos bancos brasileiros simplesmente dobrou, passando de US$ 63,6 bilhões para US$ 122 bilhões. Trata-se de um ritmo de crescimento três vezes maior do que o da dívida externa total, que também vem aumentando, e já atingia, em março, US$ 381 bilhões.

Por enquanto, a estrada está livre e o caminhão pode descer a ladeira na banguela. Não faz sentido, porém, considerar impossível que apareça uma curva mais fechada ou mesmo um muro pela frente.

A história da economia brasileira não autoriza as versões de final feliz para processos persistentes de valorização cambial.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: