Cresce, mas bufa

José Paulo Kupfer

12 de dezembro de 2007 | 19h51

Em TEXTOS E ESTUDOS, o artigo publicado hoje no “Valor Econômico”, pelo economista David Kupfer, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Competitividade do IE-UFRJ.

No momento em que o IBGE divulga os números das contas nacionais do terceiro trimestre de 2007, revelando um crescimento de 5,7% no período e permitindo estimar em cerca de 5,5% o avanço do PIB no ano, não custa lembrar que esse resultado positivo, o melhor desde 2004, está sendo alcançado num ambiente de restrições macroeconômicas de demanda – o que não permite grande otimismo em relação à sustentabilidade da tendência de crescimento.

Não custa lembrar também que no fim de 2004, o Banco Central, “assustado” com o crescimento do ano, deu um repique nos juros e abortou a tendência de aquecimento. Há, hoje, preocupantes sinais de incômodo semelhante em analistas de linha ortodoxa.

O texto de David Kupfer, baseado em análise da evolução da estrutura industrial nos vinte anos que vão de 1985 a 2004, aponta a falta de dinamismo da economia, produzido, segundo o autor, exatamente pelo “eterno freio imposto à demanda doméstica”, como ele escreve.

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