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Crise e vida real

José Paulo Kupfer

20 de fevereiro de 2009 | 16h19

Estou reproduzindo aqui um comentário enviado hoje pelo leitor Pavan. Ele se apresenta como comerciante e dá um depoimento pessoal. É, como ele diz, real.

Não podemos, porém, generalizar os fatos narrados e as conclusões do Pavan. Há casos e casos, setores e setores, perspectivas e perspectivas.

Mas o depoimento do leitor, que está na linha de frente da vida real, é valioso.

* * *

Kupfer, se me permite um comentário a parte, creio ser interessante.

Não é cientifico, mas é real, o que está acontecendo na prática.

Existem três grupos

Entre os comerciantes:

1- Os que estão trabalhando normalmente não levando em consideração a crise.

2 – Os que estão com certa precaução, comprando o mínimo necessário.

3 – Os que estão esperando pra ver o que acontece.

Entre os consumidores:

Mais ou menos da mesma forma.

Meu faturamento em Jan/09 foi (17,5%) menor do que 2008.

1 – Falta de produtos procurados, sem tempo hábil para reposição.

2 – Indecisão quanto à situação, tanto de minha parte como de clientes.

3 – Talvez um certo receio quanto à crise.

Faturamento Fev/09, no período, 55% maior 2008.

1- Reposição de estoque

2 – Promoção/Liquidação, redução preço, maior desconto à vista e maior prazo para pagamento sem acréscimo.

3 – Acreditar que é possível, e que depende de nós.

Previsão para Março/09

No mínimo voltar ao normal, acredito até numa recuperação maior.

Conclusão: a crise existe pra quem acredita nela.

Creio que há muita precipitação em demitir, ou muitas empresas estão aproveitando pra fazer os ajustes conforme seu interesse.

Ah! Contratei mais uma funcionária.

Abraço.

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