Da série "perguntar não ofende"

José Paulo Kupfer

30 de maio de 2008 | 10h04

enviado por: Manoel Teixeira

Mais uma agência internacional de classificação de risco reduziu o risco do Brasil, significando uma redução do risco país. Se para o cálculo de juros este é um ítem de grande importância, os juros pagos pelo Brasil deveriam cair. Mas não caem.

Ontem foi anunciado que o superávit fiscal do primeiro quadrimestre foi superior a 6% do PIB e, pela primeira vez desde o início da série histórica, não tivemos déficit. Pagamos todos os juros e ainda sobrou dinheiro. E os juros não caem.

A explicação deve ser estarmos no hemisfério sul. Todos os países abaixo do Equador, por determinação divina, não podem conviver com baixo juros. É uma questão natural.

Ou a explicação é mais simples? Seria a mistura do público com o privado, onde nós, contribuintes, bancamos a gastança dos juros altos, garantindo o futuro emprego dos diretores do BC e do Tesouro, ao fim de sua gestão?

Se o déficit público cai e as agências de classificação melhoram a nota do Brasil, os juros deveriam cair, ou não?

Em: 29/05/2008 19:41:24

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.